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segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Encontro Marcado: Flávio Venturini, Sá & Guarabyra e 14 Bis - Full Concert


Apresentação do "O Encontro Marcado de Flávio Venturini, Sá & Guarabyra e 14 Bis". Gravada em abril de 2016. 


A lista de músicas do espetáculo, compreende: 

01. Canção da América 00:00
02. Criaturas da Noite 09:56
03. Primeira Canção da Estrada / O Pó da Estrada 14:15
04. Sonhando o Futuro 19:13
05. Me Faça um Favor 23:54
06. Pássaro 27:11
07. Uma Velha Canção Rock N' Roll 31:14
08. Mesmo de Brincadeira 36:26
09. Nascente 39:41
10. Noites com Sol 42:39
11. Nave de Prata 48:01
12. Natural 53:55
13. Nova Manhã 57:47
14. Céu de Santo Amaro 01:00:53
15. Todo Azul do Mar 01:05:44
16. Jesus Numa Moto / Mestre Jonas 01:11:20
17. Mais uma Vez 01:15:34
18. Caçador de Mim 01:21:36
19. Espanhola 01:32:31
20. Dona 01:37:12
21. Planeta Sonho 01:42:20
22. Sobradinho 01:47:57
23. Linda Juventude 01:53:43

Os músicos:

Flávio Venturini: Voz, Teclados, Violão e Bandolim; 
Luiz Carlos Sá: Voz e Violão; 
Guttemberg Guarabyra: Voz, Violão e Percussão; 
Cláudio Venturini: Voz, Guitarra e Violão; 
Sérgio Magrão: Voz e Baixo; 
Vermelho: Voz e Teclados; 
Hely Rodrigues: Bateria e Percussão.



Sobre os participantes:

Flávio Venturini  é um cantor, pianista e compositor que nasceu em Belo Horizonte, no dia 23 de julho de 1949. Descobriu a música aos 3 anos de idade. Aos 15 anos começou sua formação musical. Acordeon foi o seu primeiro instrumento. Logo depois ganhou de seu pai um piano, e assim começou seus estudos na "Fundação de Educação Artística" de Belo Horizonte, onde estudou percepção musical e piano.

Carreira

Foi revelado nos anos 1970 pelo movimento Clube da Esquina, que também revelou Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, entre outros. Participou do grupo musical O Terço, entre 1974 e 1976, antes de criar em 1979 o grupo 14 Bis, pelo qual fez sucesso entre 1980 e 1989, quando saiu do grupo para seguir carreira solo, também com grande sucesso.

Entre seus principais sucessos, como compositor ou intérprete, estão "Todo Azul do Mar", "Linda Juventude", "Planeta Sonho", "Nascente", "Nuvens", "Espanhola" (parceria com Guarabyra, da dupla Sá e Guarabyra), que é sua música mais conhecida, e foi um grande sucesso entre 1986 e 1987; e "Mais Uma Vez" -parceria com Renato Russo, líder da Legião Urbana, que foi gravada originalmente pelo 14 Bis em 1987, e ganharia uma nova versão em 2003, apenas com a voz de Renato, e incluída na trilha sonora da telenovela Mulheres Apaixonadas. Da carreira-solo, destacam-se, entre outras músicas, "Princesa", "Besame" e "Céu de Santo Amaro"e “noites com sol”.

Discografia


O Terço
1974 - Criaturas da Noite (Underground/Copacabana)
1975 - Casa Encantada (Underground/Copacabana)
2007 - O Terço Ao Vivo (Som Livre)

14 Bis
1979 - 14 Bis
1980 - 14 Bis II
1981 - Espelho das Águas
1982 - Além Paraíso
1983 - A Idade da Luz
1985 - A Nave Vai
1987 - Sete
1988 - Ao Vivo

Nota: todos os álbuns do 14 Bis ainda com a participação de Flávio Venturini foram lançados pela EMI-Odeon.

Solo
1982 - Nascente (EMI/Odeon)
1984 - O Andarilho (EMI/Odeon)
1990 - Cidade Veloz (Chorus/Som Livre)
1992 - Ao Vivo (Som Livre)
1994 - Noites com Sol (Velas)
1996 - Beija-Flor (Velas)
1997 - Flavio Venturini e Toninho Horta no Circo Voador (Dubas)
1998 - Trem Azul (EMI/Odeon)
1999 - Linda Juventude (Som Livre) (lançado em CD e DVD)
2003 - Porque Não Tínhamos Bicicleta (Trilhos)
2005 - Luz Viva (Trilhos)
2005 - Aquela Estrela (Trilhos)
2006 - Canção Sem Fim (Trilhos)
2009 - Não Se Apague Esta Noite (Trilhos/Som Livre) (lançado em CD e DVD)
2013 - Venturini

Tributos a Flavio Venturini
1995 - Partituras - Jane Duboc


Sá e Guarabyra é uma dupla musical formada em 1971 pelos compositores e cantores Luiz Carlos Pereira de Sá (Rio de Janeiro, 15 de outubro de 1945) e Guttemberg Nery Guarabyra Filho (Barra, Bahia, 20 de novembro de 1947).

O primeiro sucesso de Guttemberg Guarabyra veio em outubro de 1967, quando fica em primeiro lugar no Festival Internacional da Canção com a música "Margarida" apresentada com o Grupo Manifesto, do qual fazia parte. Já Luiz Carlos Sá teve seu primeiro grande sucesso gravado por Pery Ribeiro em 1966, "Giramundo". Eram artistas solo até os dois formarem, juntamente com Zé Rodrix (que antes era do grupo Som Imaginário), o trio Sá, Rodrix e Guarabyra, que alcançou o sucesso a partir de 1972, gravando dois LPs pela Odeon — Passado, presente e futuro e Terra -e se apresentaram, em julho de 1972, em um espetáculo no Teatro Opinião, no Rio de Janeiro, seguido de espetáculos e aparições na televisão. Nessa época, Sá e Guarabyra receberam prêmios de publicidade pelo jingle "Só Tem Amor Quem Tem Amor pra Dar", criado para a Pepsi-Cola. Gravaram também um compacto com duas músicas: "Viajante" e "Ribeirão", bons exemplos do estilo Rock Rural, criado pelo trio.

Em 1973, Zé Rodrix separou-se do grupo, e então a formação passou a ser Sá & Guarabyra em definitivo. Gravariam ainda pela Odeon o LP "Nunca" (1974) e pela Continental, o disco "Cadernos de viagem" (1975). Após um longo período fora dos estúdios de gravação, voltaram com um de seus melhores trabalhos: o disco "Pirão de Peixe com Pimenta" (1977) com os sucessos "Sobradinho" e "Espanhola". Pela mesma gravadora Som Livre, lançaram em 1979 o LP "Quatro", que apresentou a faixa "Sete Marias" como carro-chefe do disco. Em 1982, gravaram ao vivo o disco "10 anos juntos", uma coletânea de sucessos do trio e da dupla, onde foram apresentadas as canções "Dona" e "Caçador de Mim", músicas que são conhecidas no Brasil inteiro e tocadas até hoje em todas as rádios do país. Na época o disco vendeu aproximadamente 1 milhão e meio de cópias, sendo assim o trabalho mais bem sucedido comercialmente da dupla.

A dupla fez grande sucesso nas décadas de 1970 e 80, com as canções "Dona" e "Espanhola", esta última composta com Flávio Venturini, em 1976. Outro sucesso foi a canção "Verdades e Mentiras", uma entre as 100 canções mais tocadas nas rádios do país no ano de 1985, após ter sido incluída na trilha sonora da telenovela Roque Santeiro da Rede Globo. 

Em 2001 houve o retorno de Zé Rodrix, gerando o primeiro DVD do trio, "Outra Vez na Estrada" e em 2009 o lançamento do quarto disco reunindo o trio: "Amanhã".

Zé Rodrix morreu às 00:45 do dia 22 de maio de 2009, após sentir-se mal e ser levado ao Hospital das Clínicas, em São Paulo, cidade onde residia.

Em 2015, a dupla apresenta seu "Songbook". Em Livro, pela Editora Lumiar, reunindo 35 canções e em "CD" reunindo 14 canções pela Gravadora Kuarup. São trabalhos que apresentam o melhor da produção dos artistas, que são grande referência na MPB, principalmente para quem gosta de ouvir e tocar violão. O Livro apresenta as partituras e as cifras de canções como "Dona", "Espanhola", "Caçador de Mim", além dos sucessos do trio Sá, Rodrix e Guarabyra. Ótima oportunidade para quem quer conhecer o trabalho desses grandes compositores.

Discografia

1972 - Passado, Presente & Futuro (com Zé Rodrix).
1973 - Terra (com Zé Rodrix).
1974 – Nunca.
1975 – Cadernos de Viagem.
1977 – Pirão de Peixe com Pimenta.
1979 - Quatro.
1982 – Dez anos juntos.
1984 – Paraíso Agora.
1986 – Harmonia.
1988 – Cartas, Canções e Palavras.
1990 – Vamos Por Aí.
1994 - Sá & Guarabyra.
1997 – Rio-Bahia.
1999 – Orquestra Sinfônica de Americana ao Vivo.
2001 - Outra Vez na Estrada (com Zé Rodrix).
2009 - Amanhã (com Zé Rodrix).


Adicionar legenda
14 Bis é uma banda brasileira de rock rural, que surgiu em Belo Horizonte, Minas Gerais, criada pelos irmãos Flávio e Cláudio Venturini, Hely Rodrigues, Vermelho e Sérgio Magrão. Assim como o Roupa Nova, foram apadrinhados por Milton Nascimento.

O 14 Bis foi criado no final do ano de 1979 por músicos que já se conheciam e alimentavam a ideia de ter uma banda brasileira nos moldes de bandas internacionais que tanto influenciaram seus integrantes como Beatles, Rolling Stones, The Who, Deep Purple, Yes, Led Zeppelin, Pink Floyd entre outras. Foram também influenciados pelo Clube da Esquina. Todos os membros são de Minas Gerais, exceto Sérgio Magrão, baixista do grupo, que é do Rio de Janeiro.

Antes da fundação do 14 Bis, cada membro trabalhava junto a um grupo ou artista diferente. Flávio e Sérgio estavam no O Terço, Hely e Vermelho no Bendegó e Cláudio com Lô Borges.

Foi com o aval de Milton Nascimento (produtor do primeiro disco) que o 14 Bis foi contratado pela multinacional EMI-Odeon para gravar o álbum "14 Bis", com canções como "Natural" e "Canção da América", esta uma inédita de Milton Nascimento e Fernando Brant. No ano seguinte, foi lançado o disco 14 Bis II. Neste disco havia músicas como "Planeta Sonho", "Nova Manhã", "Caçador de Mim", "Bola de Meia, Bola de Gude" entre outras. Em 1981, foi lançado "Espelho das Águas", disco com mais uma inédita de Milton e Brant, "Nos Bailes da Vida".

O ano de 1982 veio com "Além Paraíso", gravado depois de uma viagem aos EUA, onde a banda comprou o melhor equipamento existente à época. Os sucessos foram "Linda Juventude" e "Uma Velha Canção Rock 'n' Roll". Em 1983, saiu "A Idade da Luz", quinto disco em menos de cinco anos, com mais um sucesso, "Todo Azul do Mar".

Dois anos depois, em 1985, veio o sexto disco, onde o 14 Bis experimenta e flerta com a new age (movimento musical britânico). Novas parcerias musicais e estéticas mostram que "A Nave Vai", lançado naquele ano, é multifacetado desde a capa ao conteúdo. Canções como "Nuvens", blues como "Figura Rara" e a new age "Outras Dimensões" traduzem a inquietude musical e a busca incessante do novo pelos seus integrantes.

O disco "Sete" é também o último disco de canções inéditas, composto e gravado com a formação original da banda, e marca a saída de Flávio Venturini do 14 Bis para a melhor condução de uma carreira solo que já havia rendido dois discos paralelos ao trabalho da banda. A parceria com Renato Russo em "Mais uma Vez" é um sucesso desse trabalho. Naquele mesmo ano de 1987, foi gravado o primeiro disco ao vivo do 14 Bis, "14 Bis Ao Vivo", ainda com a formação original, o qual foi lançado no começo de 1988.

Na década de 1990, por sua vez, o 14 Bis lança "Quatro Por Quatro", disco raro no mercado que apresenta músicas como "Romance", "O Fogo do teu Olhar", "Dona de Mim" entre outras. Foi o primeiro a ser gravado no formato CD. Os trabalhos anteriores haviam sido gravados em discos de vinil e fitas cassete, mas todos foram relançados em CD pela EMI, exceto "Sete".

O décimo disco é também o primeiro gravado fora do Brasil, "Siga o Sol", de 1996, o qual foi quase todo gravado e mixado em Nova Iorque. Já em 1999 a banda grava o CD "Bis" apresentando sucessos da banda no formato acústico e também as inéditas "Tudo Céu" e "Sonhando o Futuro".

Em 2000 a banda grava com o grupo Boca Livre um trabalho ao vivo, "Boca Livre e 14 Bis Ao Vivo", com clássicos das duas bandas. Em 2004, o 14 Bis lança mais um disco de músicas inéditas, "Outros Planos", no qual a banda mostra novas parcerias e músicas como "Outono", "Canções de Guerra" e "Constelações", entre outras.

No final de 2006, a banda grava o CD e DVD "14 Bis ao vivo", primeiro DVD da banda, lançado em 2007, contendo seus grandes sucessos e trazendo a participação de Flávio Venturini, Beto Guedes, Rogério Flausino e Marcus Viana.


Discografia

Ao longo da carreira, o grupo gravou onze álbuns de estúdio, além de coletâneas, álbuns ao vivo, participações e DVDs.

Álbuns de Estúdio:

1979 - 14 Bis (Odeon/ EMI-Odeon) 
1980 - 14 Bis II (Odeon/ EMI-Odeon) 
1981 - Espelhos das Águas (EMI-Odeon)
1982 - Além Paraíso (EMI-Odeon) 
1983 - A Idade da Luz (EMI-Odeon)
1985 - A Nave Vai (EMI-Odeon) 
1987 - Sete (EMI-Odeon)
1993 - Quatro por Quatro (EMI-Odeon/ EMI-Music)
1996 - Siga o Sol (Velas)
2004 - Outros Planos (Indie Records)

Álbuns ao vivo

1988 - 14 Bis ao Vivo (EMI)
2000 - Boca Livre e 14 Bis ao Vivo (Indie Records)
2007 - 14 Bis ao Vivo (Sony BMG)
2016 - O Encontro Marcado de Flávio Venturini, Sá & Guarabyra e 14 Bis (Canal Brasil/Cadoro Eventos/Nó de Rosa Produções)

LPs e CDs de Coletâneas

1985 - O Talento de 14 Bis (EMI)
1989 - Performance: 14 Bis (EMI)
1994 - Meus Momentos (EMI)
1997 - Meus Momentos Vol. 2 (EMI)
1999 - Bis Acústico (Polygram)
2008 - 14 Bis Sempre (Som Livre)
2010 - Planeta Sonho (EMI)

DVDs

2007 - 14 Bis ao Vivo
2016 - O Encontro Marcado de Flávio Venturini, Sá & Guarabyra e 14 Bis

O grupo por um bom período excursionou por todo o Brasil com os espetáculos de "Encontro Marcado", ao lado de Flávio Venturini e da dupla Sá e Guarabyra, e a turnê comemorativa de 35 anos de carreira. Em 2016, o já citado Encontro Marcado foi registrado e lançado em CD e DVD em parceira com o Canal Brasil.

Referências




↑ Kid Vinil (2008). Almanaque do Rock. [S.l.]: Ediouro Publicações. p. 144. 241 páginas. ISBN 8500021454. Consultado em 18 de novembro de 2019.

↑ «Sá & Guarabyra Dados Artísticos». Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Consultado em 18 de novembro de 2019.

↑ «Top Hits - as 100 músicas mais tocadas em 1985». mofolandia. Consultado em 18 de março de 2013. Arquivado do original em 25 de novembro de 2019.

↑ «Sa e Guarabyra». Consultado em 25 de novembro de 2019.

↑ «Trilha sonora de Roque Santeiro». Consultado em 25 de novembro de 2019.

↑ «Sá, Rodrix & Guarabira, os 'pais' do rock rural, nos anos setenta». Consultado em 13 de novembro de 2016. Arquivado do original em 25 de novembro de 2019.

↑ Sá & Guarabyra: 40 anos e muitos rocks rurais. Consultado em 01 dezembro de 2019.

↑ Site do artista: www.landauonline.com. Consultado em 01 de dezembro de 2019.


A poesia quando boa, tem música nas palavras, e ai, é só dançar, com métrica ou não!
Abraços, sempre!!!...
Mu®illo diM@tto♪

O dia nacional do samba, uma visitada ao som de Gil, e as divas desse nosso gênero musical.

O Dia Nacional do Samba não é uma data comemorativa oficial e foi aprovado como lei estadual do Estado da Guanabara (atual município do Rio de Janeiro), através da Lei n° 554, de 27 julho de 1964.

Na Bahia, também havia um projeto de lei, de 1963, que pretendia instituir o Dia do Samba. Já considerando a sua aprovação, o projeto declara que as comemorações da data nesse ano homenageariam Ary Barroso, compositor brasileiro, autor de "Aquarela do Brasil", entre outras canções.

É possivelmente por esse motivo que se passou a divulgar a ideia de que a data seria uma homenagem ao sambista.

Assim, embora o Dia Nacional do Samba não seja oficial, a sua comemoração é conhecida nacionalmente.

Vale lembrar que existem variações do samba com outros estilos musicais. Entre eles, o que se destaca é o o samba enredo, o samba de partido-alto, o samba carnavalesco, o samba de gafieira, o samba-choro, o samba rock, o samba-soul e o samba-reggae e etc.

Considerado como o primeiro samba, "Pelo Telefone" (apenas a música) quando registrado na Biblioteca Nacional, em 1916, por Donga (Ernesto Maria dos Santos) com o gênero de "samba", já haviam, pelo menos, dois outros sambas gravados: 



"Em casa de baiana" (Alfredo Carlos Brício, 1913); e 
"A viola está magoada" (Baiano, 1914). 

"Pelo Telefone", entretanto, fez mais sucesso e fixou o nome "samba" como um dos gêneros centrais da música popular urbana no Rio de Janeiro e na Bahia. Na realidade, o que se cantava nas casas das tias baianas, como "Ciata", eram lembranças de festas nordestinas, intercaladas com improvisos de momento, verdadeiras colchas de retalho melódicas. Quase nada tinham em comum com o que hoje conhecemos como samba. 



Letra de "Pelo Telefone)

(Autoria: Donga)

O chefe da polícia pelo telefone 
manda me avisar
Que na Carioca tem uma roleta 
para se jogar
O chefe da polícia pelo telefone 
manda me avisar
Que na Carioca tem uma roleta 
para se jogar

Ai, ai, ai,
Deixa as mágoas para trás ó rapaz
Ai, ai, ai,
Fica triste se és capaz, e verás.
Ai, ai, ai,
Deixa as mágoas para trás ó rapaz
Ai, ai, ai,
Fica triste se és capaz, e verás.

Tomara que tu apanhes
Pra nunca mais fazer isso
Roubar amores dos outros
E depois fazer feitiço.

Ai, a rolinha / Sinhô, Sinhô
Se embaraçou / Sinhô, Sinhô
Caiu no laço / Sinhô, Sinhô
Do nosso amor / Sinhô, Sinhô

Porque esse samba, /Sinhô, Sinhô
É de arrepiar, /Sinhô, Sinhô
Põe a perna bamba / Sinhô, Sinhô
Mas faz gozar / Sinhô, Sinhô
O "Peru" me disse

Se o "Morcego" visse

Não fazer tolice,
Que eu…

Esse mote, que deu origem à letra cantada por Bahiano e fixada em cera na Casa Edison, em 1916, dizia respeito à polêmica proibição dos jogos de azar pelo chefe de polícia Belizário Távora, ocorrida três anos antes, e à cobertura jornalística dada ao caso pelo jornal A Noite, cuja redação estava localizada no Largo da Carioca. 

Dois repórteres instalaram uma roleta na calçada em frente à porta do jornal e documentaram a jogatina, com intuito de desmoralizar a nova lei. Não só os jogos de azar eram perseguidos pela polícia. Manifestações populares, sobretudo as dos ex-escravos e seus descendentes, sofriam o mesmo tipo de repressão, conforme o documento datado de 25 de setembro de 1918, assinado pelo então chefe de polícia, Aurelino Leal: 

"Providências para a Festa da Penha. Uma força da Brigada Policial composta por 10 praças de infantaria e 06 de cavalaria seguindo uma outra de 30 praças de infantaria e 20 de cavalaria. Recomendo-vos, outrossim, que absolutamente não permitais o divertimento denominado "Samba", visto que tal diversão tem sido a causa de discórdias e conflitos."
(Arquivo Nacional, Ijj6-678). 
E Gilberto Gil, como sempre, foi genial ao compor "Pela Internet". Nessa música, Gil faz uma atualização no tempo, pois agrega nova tecnologia ao mesmo tempo que, de forma incidental, resgata todos as caracteres não só dá poesia contida na letra, quando na musicalidade em si, nos mostrando também, a genialidade de Donga.

Letra de "Pela Internet"
(Autor: Gilberto Gil)



Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada 

um barco que veleje

Criar meu web site
Fazer minha home-page
Com quantos gigabytes
Se faz uma jangada 

um barco que veleje

Que veleje nesse infomar
Que aproveite a vazante da infomaré
Que leve um oriki do meu velho orixá
Ao porto de um disquete 

de um micro em Taipé

Um barco que veleje 

nesse infomar

Que aproveite a vazante 

da infomaré

Que leve meu e-mail 

até Calcutá

Depois de um hot-link
Num site de Helsinque, 

para abastecer

Eu quero entrar na rede
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes 

de Connecticut

Eu quero entrar na rede
Promover um debate
Juntar via Internet
Um grupo de tietes 
de Connecticut
Letra de "Pelo Telefone"
(Autoria: Donga)

Esse universo, entretanto, ainda é fortemente marcado pela presença masculina, porém, existem diversas mulheres sambistas que contribuíram e contribuem muito na história e difusão dessa arte.

Apesar de toda seleção de uma determinada coisa sempre parecer injusta, pois que sempre alguma coisa fica de fora, segue aqui um lista de mulheres sambistas importantes, que você pode conferir abaixo:

1. Clementina de Jesus (1901-1987)clementina de jesus
Clementina de Jesus, chamada de "Quelé", foi uma personalidade essencial no samba.

Sua mãe era lavadeira e filha de escravos, seu pai foi pedreiro, capoeirista e violeiro. Por conta de suas origens, Clementina mesclou influências africanas do jongo, lundu e candomblé, além de herdar a ginga e a esperteza que fez dela uma boa sambista.

Viveu no Brasil, no período pós-abolição, e trabalhou a vida toda como empregada doméstica, sendo reconhecida na música somente aos 63 anos, em 1964.

Dona de uma voz forte e pesada, transmitia toda a ancestralidade africana e construiu uma "ponte" entre o Brasil e a "Mãe África". Produziu 11 álbuns entre 1965 e 1982.


2. Dona Ivone Lara (1922-2018)
dona ivone lara
Dona Ivone Lara foi uma importante compositora e cantora de samba, mas a sua relevância é ainda maior, pois foi a primeira mulher a ser aceita nesse meio e a assinar a autoria de suas canções.

Começou a compor desde muito nova e, no final dos anos 40, suas músicas foram apresentadas a outros sambistas como se fossem do seu primo, Mestre Fuleiro.

Isso porque, na época, havia enorme preconceito e as mulheres não eram reconhecidas e respeitadas nesse ambiente, a não ser quando dançavam e "embelezavam" as rodas de samba.

Em 1965, Dona Ivone passa a integrar a ala de compositores da escola de samba Império Serrano e torna-se reconhecida, tendo diversas músicas gravadas por grandes nomes da música popular brasileira.

3. Dona Inah (1935-).
Começou a cantar profissionalmente na década de 1950, quando mudou-se para Santo André-SP e venceu o prestigiado concurso "Peneira Rodini", que lhe abriu as portas para bailes, clubes, orquestras (como as regidas pelos maestros Cyro Pereira, André Beer e Tobias Troise) e rádios (Rádio Cultura, Rádio ABC, e, em especial, a Rádio Record, onde participava do programa "Só para Mulheres"). Além de cantar em bailes de gafieira de vários clubes e salões de São Paulo, chegou a gravar seu primeiro disco em 1958, pelo selo Trovador, mas todo material foi perdido. Devido as dificuldades financeiras, foi se afastando da carreira artista e ao longo das décadas seguintes dedicou-se a trabalhos como faxineira, lavadeira, cozinheira, babá, para manter seu sustento e o de sua família. Embora tenha sido cantora da casa de espetáculos, Rádio Clube, em Santo André-SP, entre 1972 a 1980, foram raras as oportunidades nos palcos.

Sua carreira musical renasceu apenas em 2002, quando foi convidada para participar do musical "Rainha Quelé", em homenagem a Clementina de Jesus, ao lado de Marília Medalha e Fabiana Cozza. A partir de então, voltou a receber convites e a cantar com frequência e, em 2004, ela gravou o álbum de estúdio "Divino Samba Meu", que ajudou a deslanchar novamente sua carreira. Em 2008, foi lançado "Olha quem chega", seu segundo álbum de estúdio nessa retomada, com músicas apenas de Eduardo Gudin. Em 2013, foi lançado o álbum de estúdio "Fonte de Emoção".

4. Clara Nunes (1942-1983).
Clara Francisca Gonçalves Pinheiro, mais conhecida como Clara Nunes (Paraopeba - MG, 12 de agosto de 1942 - Rio de Janeiro, 2 de abril de 1983), foi uma cantora e compositora, considerada uma das maiores e melhores intérpretes do país. Foi considerada pela revista Rolling Stone como a nona maior voz brasileira e, pela mesma revista, quinquagésima primeira maior artista brasileira de todos os tempos.

Pesquisadora da música popular brasileira, de seus ritmos e de seu folclore, Clara também viajou para muitos países representando a cultura do Brasil. Conhecedora das músicas, danças e das tradições africanas, ela se converteu a umbanda e levou a cultura afro-brasileira para suas canções e vestimentas. Clara Nunes foi uma das cantoras que mais gravou canções dos compositores da Portela, sua escola de samba do coração. Também foi a primeira cantora brasileira a vender mais de 100 mil cópias, derrubando um tabu segundo o qual mulheres não vendiam discos. A cantora vendeu ao todo quatro milhões e quatrocentos mil discos durante toda a sua carreira.

5. Leci Brandão (1944-)
leci brandão
Leci Brandão fez seu nome no samba ao cantar em prol do povo trabalhador, mulheres e negros.

Carioca, fez parte da história da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, compondo samba enredo para ela nos anos 70.

Um de seus maiores sucessos é a música "Zé do Caroço", que a Polygram tentou censurar em 1981. Por conta do fato, Leci encerrou contrato com a gravadora.

A sambista tem mais de 20 discos gravados e atua também na política, tendo sido eleita deputada estadual por São Paulo, pela primeira vez, em 2010.

6. Jovelina Perola Negra (1944-1998)
Nascida em Botafogo (zona sul do Rio de Janeiro), Jovelina logo fincou pé na Baixada Fluminense. Apareceu para o grande público do Raça Brasileira". Pastora do Império Serrano, ajudou a consolidar o pagode.

Verdadeira tiete do partideiro Bezerra da Silva, Jovelina começou a dizer seus pagodinhos no Vegas Sport Clube, em Coelho Neto, levada pelo amigo Dejalmir, que também lançou o nome Jovelina Pérola Negra, homenagem à sua cor reluzente.

Gravou cinco discos individuais conquistando um Disco de Platina. Atualmente são encontradas apenas as coletâneas com os grandes sucessos como "Feirinha da Pavuna", "Bagaço da Laranja" (gravada com Zeca Pagodinho), "Luz do Repente", "No Mesmo Manto" e "Garota Zona Sul", entre outros. O sucesso chegou tardiamente e ela não realizou o sonho de "ganhar muito dinheiro e dar aos filhos tudo o que não teve".

7. Beth Carvalho (1946-2019).
beth carvalho
A trajetória musical de Beth Carvalho começou na Bossa Nova, mas no final da década de 60 já estava envolvida com o universo do samba.

Tanto que, em 1968, cantou "Andança", de Edmundo Souto, Paulinho Tapajós e Danilo Caymmi, no Festival Internacional da Canção. A música imortalizou-se em sua voz e lhe rendeu o prêmio de 3º lugar. Beth passou a frequentar a tradicional roda de samba Cacique de Ramos.

Lá encantou-se ainda mais pelo gênero musical e passou a identificar e revelar talentos, como Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho, Jorge Aragão e outros. Por conta disso, ficou conhecida como "madrinha do samba".

8. Graça Braga (1954-).
Cantora. Compositora. Criada em meio a uma atmosfera musical, na qual os tios formavam um regional, a mãe cantava e tocava violão e a tia, Marinês, foi por 30 anos porta-bandeira do G.R.C.E.S. Nenê de Vila Matilde, agremiação em que também desfilou por cerca de 20 anos.

Integrou a Comunidade Samba da Vela, voltada para o culto da cultura popular, os autênticos sambas de terreiro, e novos compositores, onde apresentou composições próprias. Também integrou o reduto Berço de Samba de São Mateus, participando da gravação do CD homônimo, a convite do World Music Institute (WMI). O disco, lançado em 2008 pelo selo Sesc SP, foi apresentado em shows realizados pelo Brasil e em Nova Iorque, nos Estados Unidos, em casas como DROM, Norton Symphony Space, S.O.B.'s. Administrou o bar “Você vai se quizer”, em São Paulo, onde se apresentava semanalmente, realizando um trabalho de preservação da música popular brasileira, em especial o samba. Por conta desse trabalho recebeu, do presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo, o certificado de reconhecimento à valorização e difusão do samba, nos termos da Lei que instituiu o dia 02 de dezembro “Dia Nacional do Samba”. Já dividiu o palco com artistas como Wilson Moreira, Luiz Carlos da Vila, Beth Carvalho, Dona Ivone Lara, Célia, Zélia Duncan, Roberto Silva, Diogo Nogueira, entre outros. 


9. Teresa Cristina (1968-)
teresa cristina
Teresa Cristina é uma das vozes femininas do samba nos dias de hoje. Sua música tem influência do trabalho do músicos Candeia, Paulinho da Viola, Cartola, Nelson Cavaquinho, Chico Buarque, dentre outros.

Teresa tem um papel importante na cena musical do Rio de Janeiro, especialmente na Lapa.

Com uma voz suave, em 2007 lançou seu primeiro álbum com músicas próprias, intitulado "Delicada". Anos mais tarde, em 2015, apresentou-se na turnê "Teresa canta Cartola", na qual homenageou o grande sambista da Mangueira, Cartola.

10. Fabiana Cozza (1976-).
Cantora e atriz, filha do cantor Osvaldo dos Santos, iniciou a carreira no ano de 1996 integrando um grupo vocal liderado pela cantora Jane Duboc. No ano de 1998, a convite de Eduardo Gudin, participou do grupo Notícias dum Brasil, com o qual participou do CD "Notícias dum Brasil - Pra tirar o chapéu", de Eduardo Gudin. Como atriz e cantora participou de vários musicais, entre os quais "Rainha Quelé", em homenagem à Clementina de Jesus; "O Canto da Guerreira", em homenagem à obra de clara Nunes e ainda de "Aquarelas de Ary Barroso". No ano de 2004 lançou o CD "O samba é meu dom", tendo como faixa-título a parceria de Wilson das Neves e Paulo César Pinheiro. No disco também interpretou "Meu drama (Silas de Oliveira), "A morte de Chico Preto" (Geraldo Filme), "Feito do nada" (Sérgio Santos) e "Verniz" (Paulo César Pinheiro), além do samba enredo de 1979 da Escola de Samba Camisa Verde e Branco, "Acima de tudo mulher"; e ainda composições de novos autores como Mário Alexandre Mammana, Marcos Paiva, Rodrigo de Campos, Leandro Medina e Damasceno.

Em 2018 renunciou ao papel em que representaria Dona Ivone Lara no musical “Dona Ivone Lara – Um sorriso negro – O musical”, em homenagem à Dama do Samba, devido a protestos acerca da cor de sua pele, mais clara que a de Ivone Lara. Os argumentos se deram acerca das poucas oportunidades que as atrizes de pele mais escura têm de protagonizar um espetáculo.

Parte do texto foi extraído: 
Das páginas do Facebook que tratam de cada artista mencionada. 
Do canal do Youtube de Geisa Fernandes.
Do site Pôr do Som.
Do site Calendarr Brasil.

A poesia quando boa, tem música nas palavras, e ai, é só dançar, com métrica ou não!
Abraços, sempre!!!...
Mu®illo diM@tto♪