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segunda-feira, 16 de março de 2020

Agradecendo e apresentando João Bosco Tavares...



João Bosco Tavares, é um músico, cantor, compositor e escritor... um grande poeta, na verdade. Nascido em Guaratinguetá, interior de São Paulo, em 12 de setembro de 1965, de origem humilde e cuja maior inspiração musical é seu pai, que cantarolava para João quando esse ainda era um menino. 

Em 1980, quando teve contato com o violão, estudando no Seminário Santo Antônio na cidade de Agudos, Estado de São Paulo, começou o seu estudo de música e também de literatura. Em vista disso, começou a compor suas próprias canções... e assim em 1984, após sair do Seminário se lançou nessa grande aventura chamada música, cantando em barzinhos. 

Em 1998, João Bosco Tavares entrou para a Universidade Salesiana na cidade de Lorena (São Paulo), no curso de psicologia -passo importante para refinar sua sensibilidade e conhecimento sobre as relações humanas, ajudando e aprimorando sua capacidade técnica na produção de sua arte, tanto literária, quanto musical. Diga-se de passagem, João é bom em ambas as coisas. 

Em 2002, João Bosco Tavares, sofreu um entrave do destino, e após ter passado por uma cirurgia na cervical, teve uma queda, que o manteve afastado de todas as suas atividades, pois ficou por um longo período na condição de tetraplégico, deixando-o preso ao seu leito... porém, ao contrário de todas as previsões, na condição de cadeirante, lança seu primeiro álbum, “Metades, de 2010, e também o seu primeiro livro “Inquietude - A história de um João”, e assim vieram outros trabalhos como o segundo livro, "Um Encontro Profundo", de 2012, o CD “João Bosco interpreta amigos”, também de 2012, e o CD “Partidas e encontros”, de 2014.


Como bem diz o título do excelente livro, inquieto, ele não parou por aí. 

Em 2016, João Bosco Tavares alçou um voo maior, lançando seu primeiro DVD, “Luau Acústico”, com a participação de vários amigos e parceiros musicais. 

Com este acervo, João Bosco Tavares, vem ganhando notoriedade. Levando a compor com músicos de todo país como, Adriano Abreu (Azusa), Celso Galvão, Ricardo Leão, John Campos e Levi Barreto, entre outros. Ampliando assim e refinando suas obras, fazendo-o ganhar ouvintes pelo Brasil à fora, e também fora do País. Hoje seus vídeos (alguns dentro da área de psicologia), escritos e músicas, continuam embalando os corações, animando outros cantores a interpretar suas canções, no Brasil e na Europa. 


Esse grande artista, com tamanha inquietude artística e carisma incomparável, tem por influência musical a nossa vasta MPB. Figuras como Zé Geraldo, Chico Buarque e toda a velha guarda da nossa boa música, povoam o seu universo de inspiração. 


Para João Bosco Tavares, cantar transcende a existência. E segundo a sua própria definição, e bem aceita por seus fãs, pois é a pura verdade, é:

 “canção que verte, feito água e busca meios de chegar à imensidão do mar”. 

Ouvir João Bosco Tavares é perceber o quanto as suas canções comovem e chamam para um diálogo com a alma. 

Esse é João Bosco Tavares, conhecê-lo é aprimorar a sua sensibilidade.. e Deus sabe o quanto andamos precisando disso.


Assista um pouco do meu depoimento sobre ele em:








Onde encontrar Joâo: 



A poesia quando boa, tem música nas palavras, e ai, é só dançar, com métrica ou não!
Abraços, sempre!!!...
Mu®illo diM@tto♪

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Happy Birthday Mick Jagger!‏



Hoje é o aniversário de Mick Jagger, o vocalista inquieto do Rolling Stones. E parafraseando essas campanhas publicitárias apelativas, digo: “Ele é quem faz aniversário, mas quem ganha o presente é você”. Clique na figura e ouça a seleção feita pela Universal Music. É sempre bom ouvir a maior banda de rock do mundo. E um detalhe: Mick Jagger aos 69 anos de idade mostra que música (ou qualquer manifestação artística) é atemporal.

A música quando boa, instrumental ou não, tem poesia.
E ai, só ai, que é cultura!
Abraços, sempre!!!...
Mu®illo diM@tto♪

quarta-feira, 28 de março de 2012

Millôr Fernandes, um gênio multifacetário.


Foto: Marcos de Paula/AE 12/09/2007
Millôr Fernandes - Foto: Marcos de Paula/AE 12/09/2007
É..., lá vai outra postagem póstuma, e dessa vez vai para Millôr Fernandes, que para mim era um dos escritores mais completos que já deu as caras nesse nosso mundinho tão repleto de coisas idiotas, e digo isso pelo fato de que o quê anda vigorando em nossa cultura, na mídia pelo menos, é o que há de mais torpe, e quando digo isso englobo tanto a literatura quanto a música. Haja vista que 70% de nossa juventude não sabe nada de Dom Casmurro e Capitu, e por sua vez entende desde a arcada dentária de vampiros que brilham a luz do sol quanto a marca da tinta do cabelo das Hermiones de plantão. Assim como nunca ouviram e nem se interessam de ouvir compositores que ainda estão por aí, mas que os programadores das grades desinteressantes das nossas redes de TVs não curtem mais, mas que em compensação curtem aqueles que nada acrescentam aos nossos ínfimos gostos musicais, enquanto estes artistas que presente estão nas telinhas sempre que ligamos nossos televisores nos bombardeiam com seus “risos perolados de que fiz do jeito que fiz e vocês gostam mesmo assim”..., ora direis: ai nossa, assim você me mata! Mas antes que isso vire uma critica, é bom que eu lembre que essa postagem é uma tentativa de uma ode aquele que como já disse, era, e pra sempre será, uns dos ícones fortes de nosso meio artístico. Millôr era o cara no que se tratava de desenhos, todos tortos com uma coloração nanquim borrada e repletos de caretas bizarras, mas que diziam prazerosamente o quanto a nossa política e bem estar social iam de mal a pior. Suas traduções eram singulares. Seu jornalismo marcadamente ligado ao humor. Roteiros de cinema que ainda não há igual. Além de ter sido um ótimo dramaturgo..., é..., quase chego a pensar que o quê é bom está indo embora de forma muito rápida, instantânea, mesmo quando um grande artista como Millôr morra aos 88 anos de idade. Esse carioca da gema, nascido em (há controvérsias) 27 de maio de 1924, num bairro da zona norte do Rio de Janeiro, chamado Meyer. De vida difícil devido à morte de seus pais, sempre se mostrou uma pessoa que sabia pular obstáculos, e assim o fez. Tornou-se jornalista com apenas 14 anos de idade, e até a sua morte não parou. Escreveu sobre quase tudo e todos. Um dos fundadores da Revista Pif-Paf, que por muitos é considerado o primeiro no que se entende por jornalismo alternativo, também contribuiu por anos com o jornal de esquerda, O Pasquim. Considerado por muitos como gênio, deixa não só a impressa órfã como quase todas as outras mídias existentes de comunicação. Como sempre digo; pena estar escrevendo sobre ele somente após a sua morte. Vida longa a sua memória. Vida longa a todas as suas obras.

Segue aqui alguns poeminhas do mestre Millôr:

Poesia com lamentação com local de nascimento

Tudo que eu digo, acreditem,
Teria mais solidez,
Se em vez de carioquinha,
Eu fosse um velho chinês.

Luta de Classe

Estava o rei lavando os pratos
Depois de enxugar os garfos.
A rainha dava trato aos móveis
Vasculhava a sala, a copa e o salão
Deixando aos principezinhos a tarefa
De encerar o chão
Enquanto a criada na varanda
Deitada numa rede de fina contextura
Lia um livro de aventura
Quando entrou um rei vizinho
De um reinado bem maior
E bem baixinho, bem baixinho
Ofereceu à criada
Um emprego melhor.

Maturidade

O desenvolvimento
cerebral
Nunca se compara
ao abdominal.

Branca de Neve vinte anos depois

Uma coisa é patente;
Não fazem mais espelhos
Como antigamente.

Haverá alguém no mundo capaz de controlar perfeitamente as torneiras do chuveiro a fim de que este dê água na morna temperatura que sonhamos?

Eu não.
Ou me pelo
Ou me gelo.

Canção da única (e essencial) superioridade do urubu sobre o galo

O galo canta de euforia
O urubu apenas chem-chemia
O urubu é negro
É da magia
O galo é aberto
É da porfia

O galo come milho
O urubu, esterco.
O urubu é preto
O galo é colorido
Álacre, alegre, zombeteiro
Extrovertido e sensual
Sultão de mil galinhas
Decorativo, vaidoso,
Pensa que o sol desponta
Para ouvi-lo

Mas na hora da fome
O urubu, irmão,
Ninguém come.

Poesia Polar

Limpando o suor da fronte
O esquimó olha o horizonte
“Vão dizer que exagero
Mas a temperatura hoje
Deve estar a mais de zero”

Links de sustentação:


http://www2.uol.com.br/millor/










Abraços, sempre!!!...
Mu®illo diM@tto♪

sábado, 24 de julho de 2010

Paulo Moura


Um dia antes de ser comemorado o dia internacional do rock, 12/07/2010, morre o saxofonista e um dos maiores clarinetistas do mundo, o brasileiro de São José do Rio Preto – SP, vitima de um câncer linfático. Paulo Moura, a quem eu era (e ainda sou!), fã de carteirinha completaria agora no dia 15 de julho,78 anos. Com isso esse grande compositor e arranjador deixa a música erudita, o chorinho, o samba e o jazz, assim como muitos de seus fãs e amigos, de luto. Paulo Moura tocou com grandes nomes da música; Ary Barroso, Tom Jobim, Elis Regina, Wagner Tiso, Sérgio Mendes, Maysa, Yamandu Costa, Raphael Rabello, Nora Ney, Jorge Goulart, Dolores Duran e por aí vai. Paulo Moura viajava entre o erudito e o popular, tanto é que tocou na orquestra do Teatro Municipal da cidade do Rio de Janeiro, assim como tocou em regionais pelo interior do país. Em 2000 ganhou o Grammy Word Latino, o maior prêmio musical com o disco Pixinguinha – Paulo Moura & e o Batutas. Paulo Moura foi o responsável por várias trilhas sonoras, tanto de filmes, quanto para especiais de TV. Aos exatos 100 anos da abolição, rege em Brasília, na Sala Villa-Lobos a peça de sua autoria, Arredores da Lapa. Paulo Moura, músico, arranjador e professor, foi um dos músicos mais completos que já pisou nesse planeta. Como música instrumental neste país não tem o seu devido valor, talvez você não tenha ouvido falar desse grande profissional, mas ainda há tempo, pois pessoas como Paulo Moura não morrem, desde que todos nós não deixemos que a sua obra fique esquecida. Lembre-se cultura, em toda a sua extensão, é atemporal, e assim dentro desse contexto, Paulo Moura pra sempre será!
De novo lamento estar escrevendo sobre alguém, a quem gosto muito, depois de ter falecido. Lamento muito mesmo! Quisera eu escrever sobre as tantas pessoas a quem admiro enquanto elas ainda estiverem entre nós... mas infelizmente não consigo, o tempo é mais rápido que a mão e o papel, e assim fico como agora vendo meus heróis, meus ídolos, partirem para onde Deus os levarem.

Site de sustentação e fonte maior dessa postagem:


Abraços!...

Mu®illo diM@ttos

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

E aqui começou tudo!...

Era um domingo, 22 de novembro de 2009, dia da música. E foi nesse domingo, e não podia ser outro, que na rua Ponta Porã, em Vista Alegre, bairro da cidade do Rio de Janeiro, próximo ao Cimento Branco, que se iniciou o Projeto Samba da Feira, as 15:00h. Fato que se repetiu domingo agora, dia 20 de dezembro. O Projeto, que tem por finalidade; a diversão; o lazer; a interação e a divulgação do nosso, já valorizado, samba de raiz. Talvez com palavras não encontre a exatidão do significado desse Projeto nas adjacências de Vista Alegre, haja vista, a carência de um evento assim, por isso essa primeira postagem é um convite, pelo compromisso assumido de todo 3º domingo do mês se repetir essa festa. Então compareça, para assim não só ouvir o que o samba de raiz pode dar, com sua sonoridade envolvente, mas também para fazer novas amizades nesse ambiente que é totalmente familiar. Venha e traga a sua família. O evento começa a partir das 17:00h. Marcus Serrão, Sérgio Moreno e Cia. estarão lhe aguardando... e o melhor é totalmente grátis! Valorizando manifestações culturais como essa, você ajuda na preservação do que o samba tem de melhor: a sua raiz. 

Um abraço!... 

Mu®illo diM@ttos