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quinta-feira, 10 de outubro de 2019

I Still Haven't Found What I'm Looking For de Bono Vox (U2), por Rogelio Douglas, Jr.



I Still Haven't Found What I'm Looking For (Eu ainda não encontrei o que estou procurando), de autoria de Bono Voz, vocalista da banda U2, é interpretada por Rogelio Douglas, Jr. Essa música tem todas as características do bom gospel americano, e Robelio Douglas Jr, se esbanja do gênero nessa interpretação para láde espetacular. Essa é uma daquelas músicas que todos querem gravar... além da gravação original da banda US, no disco The Joshua Tree, a banda também gravou com B. B. King. 


Tom: D
Intro: [A7+ D7+ C7+ Bm Esus E]
       (2x)(2x)(1x)(1x)(1x)(1x)

A
I have climbed hughest mountain
I have run through the fields
              D
Only to be with you
              A
Only to be with you

A
I have run,I have crawled
I have scaled these city walls
               D
These city walls
               A
Only to be with you

          E                 D
But I Still Haven't found
A What I'm looking for E D But I Still Haven't found A What I'm looking for A I have kissed honey lips Felt the healing in her finger tips D It burned like fire A This burning desire A I have spoke with the tongue of angels I have held the hand of a devil D It was warm in the night A It was cold as a stone E D But I Still Haven't found A What I'm looking for E D But I Still Haven't found A (G A C G D) What I'm looking for D I belive in the kingdom Come Then all the colours will bleed into one G Bleed in to one D But eyes, I'm still running D You broke the bonds And you loosed the chains Carried the cross of my shane G D Of my shane, you know I belive it A G But I Still haven't found D What I'm looking for A G But I Still haven't found D What I'm looking for A G But I Still haven't found D What I'm looking for A G But I Still haven't found D What I'm looking for

Tradução:

Eu ainda não encontrei o que estou procurando


Eu escalei as mais altas montanhas
Eu corri através dos campos
Apenas para estar com você
Apenas para estar com você

Eu corri, eu rastejei
Eu escalei estes muros da cidade
Estes muros da cidade
Apenas para estar com você

Mas eu ainda não encontrei o que estou procurando
Mas eu ainda não encontrei o que estou procurando

Eu beijei lábios doces
Senti os dedos que curam
Queimava como fogo
Este desejo ardente

Eu falei na língua dos anjos
Eu segurei na mão do demônio
Era quente durante a noite
Eu estava frio como uma pedra

Mas eu ainda não encontrei o que estou procurando
Mas eu ainda não encontrei o que estou procurando

Eu acredito na vinda do reino
E então todas as cores sangrarão em uma só
Sangrarão em uma só
Mas, sim, eu continuo correndo

Você quebrou as algemas
Livrou-se das correntes
Carregou a cruz e
Toda a minha vergonha
Toda a minha vergonha

Você sabe que eu acredito
Mas eu ainda não encontrei o que estou procurando
Mas eu ainda não encontrei o que estou procurando
Mas eu ainda não encontrei o que estou procurando
Mas eu ainda não encontrei o que estou procurando


A poesia quando boa, tem música nas palavras, e ai, é só dançar, com métrica ou não!
Abraços, sempre!!!...
Mu®illo diM@tto♪

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Algo mais sobre o blues...

O Blues,  esse gênero maravilhoso e envolvente de fazer música tanto vocal ou instrumental, é uma das bases que vem dar origem ao rock and roll. Ritmo envolvente, "onde se fundamenta o uso de notas tocadas ou cantadas numa frequência baixa, com fins expressivos, utilizando sempre uma estrutura repetitiva"... apesar dessa explicação quase que técnica, o blues é simplicidade pura... 

O termo blue, vem de fato da cor azul que "sisnestesicamente" significa tristeza na cultura norte-americana, por isso surgiu o termo "let's sing our blues", algo que se pode traduzir como: Vamos cantar nossos azuis. 

Teve seu nascimento lá nos Estados Unidos entre os cantos de fé religiosa, os chamados e belos spirituals e de outras formas similares, como os cânticos, gritos e canções de trabalho, cantados pelas comunidades dos escravos. Em sua maioria, as letras, muitas das vezes, incluíam sutis sugestões ou protestos contra a escravidão ou formas de escapar dela. 

Esses cantos religiosos (spirtuals), no entanto, têm suas origens na distante África, onde a tradição é passada de pai para filho, no qual deu-se a ferramenta para o nascimento do "Blues" pelos negros americanos, descendentes de escravos africanos, nos final do século XIX. 

Nos Estados Unidos da América o blues sempre esteve profundamente ligado à cultura afro-americana, especialmente aquela oriunda do sul dos Estados Unidos (Alabama, Mississipi, Louisiana e Geórgia), dos escravos das plantações de algodão que usavam o canto, nas chamadas "worksongs", para embalar suas intermináveis e sofridas jornadas de trabalho, as quais são uma das origens dos "blues". 

São evidentes tanto em seu ritmo, sensual e vigoroso, quanto na simplicidade de suas poesias que basicamente tratavam de aspectos populares típicos como religião, amor, sexo, traição e trabalho. Com os escravos levados para a América do Norte no início do século XIX, a música africana se moldou no ambiente frio e doloroso da vida nas plantações de algodão. Porém o conceito de "blues" só se tornou conhecido após o término da Guerra Civil quando sua essência passou a ser como um meio de descrever o estado de espírito da população afro-americana. Era um modo mais pessoal e melancólico de expressar seus sofrimentos, angústias e tristezas. A cena, que acabou por tornar-se típica nas plantações do delta do Mississippi, era a legião de negros, trabalhando de forma desgastante, sobre o embalo dos cantos, os "blues".

Provavelmente, W.C Handy, o possível "pai do blues", ouviu este tipo de música pela primeira vez em 1903, quando viajava e observava um homem tocando seu violão com um canivete. O primeiro artista popular do gênero foi Charley Patton, na década de 20. Posteriormente, surgiram outros nomes, como Son House, Willie Brown, Leroy Carr e Bo Carter.

Procurando melhores condições de vida e oportunidades, no incício da década de 40, uma grande parte dos negros americanos emigrou para Chicago, levando o blues juntamente com eles. Com o uso de instrumentos musicais elétricos, uma gama enorme de novas possibilidades se abriu, permitindo que os adeptos ao gênero pudessem alcançar voos mais altos.

Nesta época surgiu o primeiro músico do blues (bluesman) a ter reconhecimento fora dos Estados Unidos e a ter eletrificado todos os instrumentos de sua banda foi Muddy Waters, o qual foi uma grande influência para famosas bandas, como The Beatles e Rolling Stones.

Ainda podemos citar o surgimento de outros importantes músicos nesse período. Alguns exemplos: Willie Dixon, com seu baixo acústico tradicional e sua voz grave, sendo considerado o "poeta do blues”; e Howlin' Wolf, guitarrista e gaitista, ficou famoso por sua voz rouca.

É impossível falar sobre o blues sem mencionar B.B. King. O “rei do blues” se consagrou em razão de ter colocado a guitarra solo como elemento central, criando um estilo de forma pura e melódica e com características únicas.

Nos anos 60, o gênero serviu de fundamento para a criação de um dos maiores estilos musicais: o rock. O considerado "rei do rock", Elvis Presley tinha sua origem totalmente enraizada no blues. Bandas como The Beatles, Rolling Stones e Led Zeppelin também foram totalmente influenciadas pelo mesmo.

Durante os anos 70, o estilo começou a perder seu espaço para outros gêneros com elementos eletrônicos, especialmente da Era Disco. 

No início dos anos 80, as apresentações de blues começaram a ficar cada vez mais escassas, pois a própria moda da época rejeitava a sua tendência não-comercial, entrando em contraste com a fase "Dancing”.

Porém, graças ao guitarrista americano Stevie Ray Vaughan, o gênero ganhou novas forças. O músico começou a regravar clássicos e a criar sua própria marca, unindo elementos típicos do blues de Chicago, como Albert King, B.B. King e Howlin' Wolf, com o de Jimi Hendrix.

Após a morte de Vaughan, o gênero nunca mais teve a mesma força de antes, sendo gradativamente esquecido pelas massas a partir dos anos 90. Em razão do apelo comercial da indústria da música, infelizmente o blues tomou uma proporção cada vez mais restrita, algo definitivamente diferente do que se via na época de sua criação.

O blues tem exercido uma grande influência na música popular ocidental, definindo e influenciando o surgimento da maioria dos estilos musicais como o jazz, rhythm and blues, rock and roll e música country,além de ska-rocksteady, soul music e influenciando também na música pop convencional.

O blues tem vários sub-gêneros: 


O gênero possui certa popularidade no Brasil, alguns cantores e bandas de rock que possuem grande influência de
blues
, são:



O blues vem ganhando cada vez mais espaço no Brasil, com importantes festivais anuais como o Mississipi Delta Blues Festival em Caxias do Sul no Rio Grande do Sul, o Festival Jazz & Blues de Guaramiranga no Ceará, o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival em Rio das Ostras no Rio de Janeiro, o Ibitipoca Blues Festival na cidade de Lima Duarte em Minas Gerais, MS Blues Festival em Campo Grande no Mato Grosso do Sul e o Festival de Blues Internacional de Ribeirão Preto em São Paulo.

Esse gênero musical é tão bom que vários filmes o tem como tema. Clique na lista e veja quais são: Filmes que retratam o blues... 



A música quando boa, instrumental ou não, tem poesia.
E ai, só ai, que é cultura!
Abraços, sempre!!!...
Mu®illo diM@tto♪

domingo, 25 de setembro de 2011

1991, o ano que não percebi.., muito bem.


capa do memorável álbum
O ano era 1991, e tudo me parecia uma mesmice só! Apesar de muitas mudanças em minha vida, tipo: ter assistido ao filme do The Doors; conseguido novo trabalho que me parecia o emprego dos sonhos (mais não era!); a possibilidade de uma nova aventura amorosa (e foi e se foi, ufa!!!); como também a formação de uma nova (e duradoura) parceria artística e com isso a firmação de uma nova e eterna amizade, com um gosto pactual de irmandade de onde obtive alegrias e muitas músicas e com certeza (já que é eterna), obterei..., aliás, perdão Anna Nascimento! Obteremos muitas outras músicas. Viva o blues e o rock rasgado que brota de suas veias!!! Então, tá..., em 1991 muitos dos meus parâmetros musicais pareciam estar estacionando, e os anos 80 ainda resistiam na memória, pois saíram de cena de uma forma que nem havia percebido, e com isso alguns amigos se debandaram pela vida a procura do futuro deles. É, Júlio César Baissar, quem foi que mandou eu dar uma de poeta e escrever em tom profético: “... não nego a graça de ver nossos passos rumando tão diferentes...”, letra essa tão bem musicada por você! E assim foi: o U2 já não me parecia mais tão irlandês, apesar de ter gostado do disco Achtung Baby; Simples Minds havia sumido, tanto da Escócia, quanto daqui e pelo jeito do resto do mundo também; The Cult se embrenhou em algum culto oculto e desapareceu do seu próprio púlpito se embrenhando na música eletrônica caindo em pecado eterno; Chico Buarque (para não falar somente do que vinha de fora), se salva apenas por ter lançado o livro Estorvo, pois ficaria de 1990 a 1993 sem lançar nada de novo, musicalmente falando; Riley Bem King, o bluesman dos bons, conhecido como B.B King lança "There is Always One More Time", e isso me agrada ao menos um pouquinho; O Faith No More dá as caras no Rock In Rio II e eu estava por lá, mas o acontecido foi num Maracanã não muito preparado para o festival que eu me senti um tanto desconfortável no evento (é..., eu sou chato, e daí?); Morre Fred Mercury, vocalista (dos bons!) do Queen, e com isso o conjunto perde a majestade, e isso me deixa mais do que triste; Surge na Rádio Cultura de FM de Brasília (100,9 MHz), o programa Cult 22, de onde se ouve de tudo o que o rock em seus diversos estilos pode produzir, só que eu moro no Rio e não conseguia ouvir nada, somente o que as noticias da época falavam a respeito, aumentando assim mais ainda a minha curiosidade. Creio que este programa está ativo até hoje, e ainda não o ouvi; O Pink Floyd que havia entrado num jogo de sai um entra outro já algum tempo atrás, fica sem gravar por um período imenso. Então, um dia de 1991, não sei precisar qual, escuto e vejo entre outras coisas que já haviam me alegrado um pouco, o disco de nome “Ten” da sempre grande banda, Pearl Jam (que nesse mesmo ano faria uma turnê com o Alice in Chains), como também a novidade vinda da Irlanda, o filme The Commitments, de Alan Parker de onde surgiu a banda de mesmo nome e a família The Corrs, um misto de folk, pop rock com elementos celtas, e com direito a solos de violinos porretas de bons (veja postagem do dia 04/09/2011, sobre o filme e essa banda). Bem, voltando ao assunto e deixando desse papo de cerca Lourenço, o que ouvi e me surpreendeu em cheio pela capacidade simplista e de sonoridade diferente e gritante (no bom sentido!), mas que me remetia ao que havia de mais grunge, era uma tal banda de nome Nirvana com um álbum chamado “Nevermind”, e isso sim, e que me desculpe os outros, me deixou um tanto eufórico como se todo o vinho do mundo corresse por minhas veias já não mais acostumadas ao álcool dos anos 80. Exageros a parte, esse “Nevermind”, fez com que eu me rebuscasse musicalmente, me empurrando de volta ao meu lado grunge e trazendo de volta o meu gosto por camisas xadrez (essas mesmas que estão em moda hoje), assim como uma vontade doida de voltar a ser cabeludo (o que não deu, infelizmente!). É..., irmão (ã), a música (com seus artistas envolvidos) nos faz coisas assim... “Nevermind” é hoje um disco já com 20 anos de idade, e se apresenta como um dos ícones mais representativos em toda a história do já amadurecido rock in roll, internacionalmente falando, lado a lado com álbuns como:

“Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band (The Beatles - 1967);
O álbum de nome Led Zeppelin de 1969, da banda de mesmo nome, é claro;
Darkside Of The Moon (Pink Floyd – 1973);
Nevermind The Bollocks (Sex Pistols – 1977);
The Number Of The Beast (Iron Maiden -1982);
The Joshua Tree (U2 – 1987)
Morning Glory (Oasis – 1995);
Ok! Computador (RadioHead – 1996);
Is This It (The Strokes - 2001).

 

O engraçado de tudo é que hoje vejo que eu é que andava de maré baixa naquele tempo, e talvez não tenha percebido o quanto 1991 foi um ano bem rico, em termos de álbuns lançados, pois nele além dos já referidos discos do U2 (Achtung Baby), Pearl Jam (Ten) e do Nirvana (Nevermind), temos:

 

O álbum negro da sempre ótima banda Metallica, disco esse de nome “Metallica” mesmo;

“Innuendo” do Queen (infelizmente o último disco com o Mercury);

“Out Of Time” do R.E.M (que infelizmente anunciaram o término da banda essa semana);

O álbum do projeto Temple of The Dog, onde reuniu músicos de algumas bandas do grunge, como Chris Cornell (Soundgarden), Eddie Vedder (Pearl Jam) e os músicos da banda Mother Love, após a morte do seu vocalista, Andrew Wood;

“No More Tears” de Ozzy Osbourne, em minha opinião o melhor disco do ex-vocalista do Black Sabath;

“Use Your Illusion I e II”, da sempre eterna banda, Guns n’ Roses, do polemico, mas conspícuo vocalista, Axl Rose e do exímio guitarrista, Slash;

“Stranger in this Town”, do sempre brilhante guitarrista e excelente cantor Richie Sambora (do Bom Jovi), apelidado no meio musical como Mrs. Bluesman, pelo seu gosto apurado para o gênero blues;

“Blood Sugar Sex Magik”, da banda Red, Hot, Chilli & Peepers. Banda esta que está de volta ao Brasil para se apresentar no Rock In Rio. Da banda, destaco o sempre eficiente baixista, Michael “Flea” Balzary.

 

Uma curiosidade sobre o álbum “Nevermind”: A época do lançamento do disco, a renomada  revista  de música, Rolling Stone, publicou uma crítica de um certo alguém cujo nome não interessa aos anais da história, que ele, o álbum, viria ser um fiasco, o que hoje sabemos que não foi bem assim, já que a bolacha (na época um vinil) vendeu mais de 26 milhões de cópias pelo mundo. É claro que depois de passados alguns anos  a revista publicou o pedido de perdão pela descrença e mancada do tal crítico.

 

O chato, é sempre tem um lado chato, infelizmente, que apesar de toda a genialidade da banda, o seu líder, o cantor, compositor e guitarrista Kurt Cobain, veio a cometer suicídio no dia 05 de abril de 1994. Existem vertentes que não aceitam o seu suicídio..., mas como aqui é uma justa homenagem a passagem de 20 anos desse álbum que realmente é um divisor de águas para o rock in roll, senão para a música num todo, eu paro por aqui com esse assunto, dizendo: que é claro que muitos outros músicos com seus respectivos álbuns, fez a cabeça da galera, e com certeza também influenciaram vidas (e espero que essas influências tenham sido de forma saudável), assim como a forma de ver, ouvir e sentir suas próprias musicalidades, mas estes aqui em questão vão muito mais do que uma simples opinião minha, pois que estes são cotados nas mais altas rodas dos sábios roqueiros de plantão, é só freqüentá-las que verá o quanto.

 

Links de sustentação:

 

A História do Grunge

 

A História do Nirvana

 

A História de Kurt Cobain

 

Abraços, sempre!...

 

Mu®illo diM@ttos