Amigos do Blog

Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador Rádio. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rádio. Mostrar todas as postagens

sábado, 13 de agosto de 2011

Programa Acervo Origens



Hoje, sábado, 13 de agosto de 2011, as violas e as poesias de Ivanildo Vilanova e Geraldo Amâncio, o bandolim de Joel Nascimento, a Banda de Pau e Corda e o incrível encontro de Solange Maria e Adauto Santos.

Programa Acervo Origens, sábado às 19h na Rádio Nacional Brasília FM 96,1 Apresentação: Cacai Nunes. Ou on-line no:


O Programa Acervo Origens sempre traz os clássicos de nossa MPB, incluindo também o que temos de melhor se tratando de música raiz.  Periodicamente eu recebo e-mails de seu site me apontando o que já foi novidade e que hoje por força do comercialismo antipático que vigora em quase que todas as artes, afogam no esquecimento artistas que merecem ser lembrados, sempre. Nesses e-mails, assim como diretamente no site, o Programa oferece downloads de músicas dos diversos gêneros que a nossa musica popular oferece. E o bom de tudo isso é que através do site podemos baixar programas inteiros do Acervo, que foram executados na Rádio Nacional de Brasília, e que por uma questão ou outra não se pode ouvir. Curto muito esse espaço, tanto na internet, quanto na rádio. Indico então, para aqueles que se interessam pela boa música, seja ela MPB clássica, folclórica ou regional a dar uma visitadinha assim como quem não quer nada, garanto que vão se surpreender, pois o acervo deles é gigantesco, e de uma qualidade impar.

Abraços, sempre!

Mu®ilo diM@ttos      

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Lenine, de Pernambuco para o mundo!


Acabei de saber através de um amigo, que Lenine, esse músico dos bons, estará no dia 31 de julho deste ano no Festival de Inverno de Paranapiacaba..., onde é isso?! É em Santo André, estado de São Paulo, e aqui poderia falar maravilhas de lá, que foi através da ferrovia São Paulo Railway que ela foi fundada, quando assim inauguraram a Estação de Alto da Serra em janeiro de 1867 e tudo o mais, mas como aqui não é um blog de turismo (o que penso ainda em fazer, tudo é uma questão de tempo!), vou me ater somente ao Lenine, esse grande artista pernambucano, mas que abraça o mundo através da sua música. Antes, em primeiro lugar, eu devo dizer que não vou poder ir ao Festival, o que é uma pena, mas esse meu amigo, amante de uma boa MPB do jeito que é, será os olhos e os ouvidos desse blog e tentará me passar após o seu retorno o que lá rolou.
Bem.., vamos lá: Lenine atende pelo nome completo como, Osvaldo Lenine Macedo Pimentel, nasceu em Recife no dia 02 de fevereiro de 1958, e é um faz tudo na música e no meio artístico: cantor, compositor, arranjador, escritor, letrista e blá, blá, blá...., e é um integrante da Academia Pernambucana de Letras, ocupando a cadeira de nº 38. Foi criado ao som de música folclórica russa, clássica, alemã, napolitana, Glenn Miller e Hermeto Pascoal. Chegou ao Rio de Janeiro nos anos 70, quando essa cidade fervia tanto em musicalidade quanto pelos percalços do governo militar, e assim se instalou na Urca, Botafogo e mais tarde em Santa Teresa. Elba Ramalho praticamente foi a precursora em gravar suas musicas, e após vários projetos e participações em discos, Lenine atingiu seu estrelato conquistando de vez um público cativo e fiel. Eu particularmente vim a conhecê-lo e a reconhecê-lo ouvindo o disco “Aos Vivos” de Chico Cesar, quando estes cantam as músicas “Dança” e “Nato”, esta com um acompanhamento muito do legal de Lanny Gordin na guitarra. Lenine é um “misturador” de ritmos, coisa que gosto muito, enquanto leva uma batida bem “swingada” e ao mesmo tempo com um teor regional nordestino, segue no arranjo de suas composições todos os apetrechos eletrônicos a que ele dispõe. Lenine é o tipo de músico que não segue um estilo predeterminado, hora canta samba, hora canta xote, hora canta o que lhe der na telha. Então, em cada disco é fácil se surpreender, como aconteceu no meu caso ao ouvir “Jack Soul Brasileiro”, música que faz trocadilhos tanto com o nome de Jackson do Pandeiro quanto com os seus sucessos. Lenine é um daqueles artistas que você se enche de orgulho ao pensar que é um brasileiro que está despontando tanto lá fora, tanto quanto aqui. Ganhador de dois prêmios Grammy Awards, em 2006, com o seu Acústico MTv como o melhor álbum pop latino, ou como preferem alguns, como melhor álbum de música contemporânea latina. Em 2008, com o disco Labiata, foi premiado com a música “Martelo Bigorna” como melhor música brasileira.
Lenine tem uma extensão de interpretes que gravaram as sua composições, entre eles estão a já citada Elba Ramalho, Maria Bethania, Milton Nascimento, O Rappa, Fernandinha Abreu e Maria Rita. Produziu discos de Chico César (De Uns Tempos Pra Cá), Maria Rita (Segundo), Pedro Luis e a Parede (Ponto Enredo) e do cantor cabo-verdiano, Tcheka (Lonji). Já compôs trilha sonora para o cinema, que foi o caso de “A Invenção do Brasil”, com Selton Mello, Camila Pitanga, Débora Secco, Débora Bloch e Tonico Pereira entre outros, assim como também, trilhas para o teatro.
E por mais que diga aqui não será o suficiente para descrever o quanto esse artista é rico em suas dualidades inspirativas, portanto, aqui fica registrado só mesmo como um incentivo para quem não o conheça ainda, o que acho muito difícil, para dar uma “ouvidinha” em seu som e constatar o quanto perdemos por não o ouvirmos e vermos, da maneira que merecemos, tanto nas TVs como nas rádios, que só se interessam em sua grande maioria pelo que é descartável, musicalmente falando. Que venham mais festivais iguais a esses de Paranapiacaba, então!

Discografia:
CDs:
1983 - Baque Solto (Com Lula Quiroga).
1994 - Olho de Peixe (Com Marcus Suzano).
1997 - O Dia em que Faremos Contato.
1999 - Na Pressão.
2002 - Falange Canibal.
2004 - Lenine Incité.
2006 – Acústico MTv.
2008 – Labiata.
2010 - Lenine.doc Trilhas.

DVDs:
2004 - In Cité
2006 - Acústico MTV
2007 - Breu

Elion, amigo, obrigado pelo convite, que você tenha uma boa viagem, assista ao show e depois me conte, pois a ansiedade mesclada a frustração de não poder ir, já me mata.

Abraços, sempre!

Mu®illo diM@ttos