Amigos do Blog

Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador Rock And Roll. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rock And Roll. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Algo mais sobre o blues...

O Blues,  esse gênero maravilhoso e envolvente de fazer música tanto vocal ou instrumental, é uma das bases que vem dar origem ao rock and roll. Ritmo envolvente, "onde se fundamenta o uso de notas tocadas ou cantadas numa frequência baixa, com fins expressivos, utilizando sempre uma estrutura repetitiva"... apesar dessa explicação quase que técnica, o blues é simplicidade pura... 

O termo blue, vem de fato da cor azul que "sisnestesicamente" significa tristeza na cultura norte-americana, por isso surgiu o termo "let's sing our blues", algo que se pode traduzir como: Vamos cantar nossos azuis. 

Teve seu nascimento lá nos Estados Unidos entre os cantos de fé religiosa, os chamados e belos spirituals e de outras formas similares, como os cânticos, gritos e canções de trabalho, cantados pelas comunidades dos escravos. Em sua maioria, as letras, muitas das vezes, incluíam sutis sugestões ou protestos contra a escravidão ou formas de escapar dela. 

Esses cantos religiosos (spirtuals), no entanto, têm suas origens na distante África, onde a tradição é passada de pai para filho, no qual deu-se a ferramenta para o nascimento do "Blues" pelos negros americanos, descendentes de escravos africanos, nos final do século XIX. 

Nos Estados Unidos da América o blues sempre esteve profundamente ligado à cultura afro-americana, especialmente aquela oriunda do sul dos Estados Unidos (Alabama, Mississipi, Louisiana e Geórgia), dos escravos das plantações de algodão que usavam o canto, nas chamadas "worksongs", para embalar suas intermináveis e sofridas jornadas de trabalho, as quais são uma das origens dos "blues". 

São evidentes tanto em seu ritmo, sensual e vigoroso, quanto na simplicidade de suas poesias que basicamente tratavam de aspectos populares típicos como religião, amor, sexo, traição e trabalho. Com os escravos levados para a América do Norte no início do século XIX, a música africana se moldou no ambiente frio e doloroso da vida nas plantações de algodão. Porém o conceito de "blues" só se tornou conhecido após o término da Guerra Civil quando sua essência passou a ser como um meio de descrever o estado de espírito da população afro-americana. Era um modo mais pessoal e melancólico de expressar seus sofrimentos, angústias e tristezas. A cena, que acabou por tornar-se típica nas plantações do delta do Mississippi, era a legião de negros, trabalhando de forma desgastante, sobre o embalo dos cantos, os "blues".

Provavelmente, W.C Handy, o possível "pai do blues", ouviu este tipo de música pela primeira vez em 1903, quando viajava e observava um homem tocando seu violão com um canivete. O primeiro artista popular do gênero foi Charley Patton, na década de 20. Posteriormente, surgiram outros nomes, como Son House, Willie Brown, Leroy Carr e Bo Carter.

Procurando melhores condições de vida e oportunidades, no incício da década de 40, uma grande parte dos negros americanos emigrou para Chicago, levando o blues juntamente com eles. Com o uso de instrumentos musicais elétricos, uma gama enorme de novas possibilidades se abriu, permitindo que os adeptos ao gênero pudessem alcançar voos mais altos.

Nesta época surgiu o primeiro músico do blues (bluesman) a ter reconhecimento fora dos Estados Unidos e a ter eletrificado todos os instrumentos de sua banda foi Muddy Waters, o qual foi uma grande influência para famosas bandas, como The Beatles e Rolling Stones.

Ainda podemos citar o surgimento de outros importantes músicos nesse período. Alguns exemplos: Willie Dixon, com seu baixo acústico tradicional e sua voz grave, sendo considerado o "poeta do blues”; e Howlin' Wolf, guitarrista e gaitista, ficou famoso por sua voz rouca.

É impossível falar sobre o blues sem mencionar B.B. King. O “rei do blues” se consagrou em razão de ter colocado a guitarra solo como elemento central, criando um estilo de forma pura e melódica e com características únicas.

Nos anos 60, o gênero serviu de fundamento para a criação de um dos maiores estilos musicais: o rock. O considerado "rei do rock", Elvis Presley tinha sua origem totalmente enraizada no blues. Bandas como The Beatles, Rolling Stones e Led Zeppelin também foram totalmente influenciadas pelo mesmo.

Durante os anos 70, o estilo começou a perder seu espaço para outros gêneros com elementos eletrônicos, especialmente da Era Disco. 

No início dos anos 80, as apresentações de blues começaram a ficar cada vez mais escassas, pois a própria moda da época rejeitava a sua tendência não-comercial, entrando em contraste com a fase "Dancing”.

Porém, graças ao guitarrista americano Stevie Ray Vaughan, o gênero ganhou novas forças. O músico começou a regravar clássicos e a criar sua própria marca, unindo elementos típicos do blues de Chicago, como Albert King, B.B. King e Howlin' Wolf, com o de Jimi Hendrix.

Após a morte de Vaughan, o gênero nunca mais teve a mesma força de antes, sendo gradativamente esquecido pelas massas a partir dos anos 90. Em razão do apelo comercial da indústria da música, infelizmente o blues tomou uma proporção cada vez mais restrita, algo definitivamente diferente do que se via na época de sua criação.

O blues tem exercido uma grande influência na música popular ocidental, definindo e influenciando o surgimento da maioria dos estilos musicais como o jazz, rhythm and blues, rock and roll e música country,além de ska-rocksteady, soul music e influenciando também na música pop convencional.

O blues tem vários sub-gêneros: 


O gênero possui certa popularidade no Brasil, alguns cantores e bandas de rock que possuem grande influência de
blues
, são:



O blues vem ganhando cada vez mais espaço no Brasil, com importantes festivais anuais como o Mississipi Delta Blues Festival em Caxias do Sul no Rio Grande do Sul, o Festival Jazz & Blues de Guaramiranga no Ceará, o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival em Rio das Ostras no Rio de Janeiro, o Ibitipoca Blues Festival na cidade de Lima Duarte em Minas Gerais, MS Blues Festival em Campo Grande no Mato Grosso do Sul e o Festival de Blues Internacional de Ribeirão Preto em São Paulo.

Esse gênero musical é tão bom que vários filmes o tem como tema. Clique na lista e veja quais são: Filmes que retratam o blues... 



A música quando boa, instrumental ou não, tem poesia.
E ai, só ai, que é cultura!
Abraços, sempre!!!...
Mu®illo diM@tto♪

quarta-feira, 6 de março de 2013

E o rock chora mais uma vez....


É... infelizmente, na madrugada de 06 de março de 2013, quarta-feira, em São Paulo, faleceu aos 42 anos de idade, de causas ainda não esclarecidas, o vocalista, letrista e skatista, Alexandre Magno Abrão, mais conhecido como Chorão, da banda brazuca de rock, Charlie Brown Jr. Chorão era um poeta urbano e tanto, e apesar de alguns amigos discordarem e até rirem de mim quando falo isso, vejo que muitos da mídia também concordam, pois não há o que discordar quanto a isso. Ele era de uma contemporaneidade das boas, já que suas letras traziam (e por muito tempo ainda trarão) à tona, todo um envolvimento jovem de luta, de busca, de angustia, de sobrevivência, de sentimentos angustiantes e de um profundo questionamento social... quem não se lembra do refrão da música "Não é Sério"? Que dizia: “Vejo na tv o que eles falam sobre o jovem não é sério, o jovem no Brasil nunca é levado a sério”, música essa que Chorão gravou junto com a fantástica Negra Lee, e foi (e é) um tremendo de um sucesso. Essa música com certeza fez com que Chorão & Cia fossem abraçados por toda uma juventude a época desse sucesso, e mesmo com o passar dos anos, essa juventude quando se tornou mais madura, não o esqueceu... e é claro, que nunca o esquecerá. Charlie Brown Jr. com toda a certeza é uma das bandas mais queridas desse país, e isso muito tem devido ao carisma de Chorão, que foi um daqueles artistas que marcou sua presença no planeta, tanto por sua criatividade, quanto por suas atitudes polêmicas, pois enquanto compunha canções como essa aqui citada, se envolvia com escândalos, coisas bem próprias dessas almas revolucionárias que por vezes pousam por aqui... então, entre discussões com integrantes da própria banda, inclusive uma ao vivo com Champion, o baixista do grupo, como também uma expulsão de dentro de um avião e a briga que teve com Marcelo Camelo da banda Los Hermanos, Chorão em um curto período de 21 anos como músico profissional, se afirmou com um dos, que mesmo partindo prematuramente, veio para ficar. E como sempre digo, falar das pessoas quando essas morrem, é um tanto chato,  pois muitos tem a ideia de que quem escreve o faz simplesmente para não perder a oportunidade de aparecer... eu mesmo cansei de falar sobre isso, pois é fato que qualquer  elogio, qualquer reconhecimento tem que ser dado quando a pessoa em questão ainda estiver curtindo a vida, então mais uma vez peço perdão, pois no caso de Chorão eu só o fiz quando esse grande músico, um inquieto social parte assim, fora do combinado, para alcançar esferas mais longínquas... que você se encontre Chorão, seja lá onde os ventos solares te levarem, com os grandes que lá já estão. Que Raul, Hendrix, Marley, Elvis, Lennon, Joplin, Cazuza, Renato Russo, Dio, John Lord, Zé Rodrix, entre tantos outros, o recebam ao som de um belo rock ‘n rool.

Links de sustentação:








Abraços,
Mu®illo diM@ttos

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Happy Birthday Mick Jagger!‏



Hoje é o aniversário de Mick Jagger, o vocalista inquieto do Rolling Stones. E parafraseando essas campanhas publicitárias apelativas, digo: “Ele é quem faz aniversário, mas quem ganha o presente é você”. Clique na figura e ouça a seleção feita pela Universal Music. É sempre bom ouvir a maior banda de rock do mundo. E um detalhe: Mick Jagger aos 69 anos de idade mostra que música (ou qualquer manifestação artística) é atemporal.

A música quando boa, instrumental ou não, tem poesia.
E ai, só ai, que é cultura!
Abraços, sempre!!!...
Mu®illo diM@tto♪

sexta-feira, 13 de julho de 2012

13 de julho - O Dia Mundial do Rock



13 de julho é o dia mundial de um dos maiores gêneros musical: o Rock and Roll. Esse gênero é o responsável pela mudança de atitude de uma geração. Se hoje temos a liberdade que temos, se hoje temos toda a consciência do que é preconceito, é graças também a esse movimento, em todas as suas vertentes!!! Na época do seu nascimento, os anos finais de 1940 e início dos anos 1950, vindo de gêneros como o gospel, o blues, o country e o folk music, o rock foi o responsável, ou pelo menos foi a trilha sonora, para a luta de igualdade entre negros e brancos, em um tempo em que os Estados Unidos não eram o melhor exemplo de convivência entre as raças. 

A principio, o rock era visto como uma música feita por marginais para marginais, e ao contrário da liberdade que o gênero representava para a juventude, essa constantemente era presa, única e exclusivamente por frequentar festas regadas a rock, e isso tinha todo o apoio dos pais reacionários daquele tempo, pois que tudo era associado a rebeldia, ao sexo e as drogas. E de um lado, aquela sociedade repressora e retrógrada não estava de todo errada, mas a forma como a coisa foi tratada, de forma alguma era a correta. Então, os negros sempre culpados por tudo, vistos como uma subespécie, levaram a fama de tudo que havia de ruim, aumentando ainda mais a segregação racial. O filme Hairspray, estrelado por John Travolta, Christopher Walken, Nikki Blonsky, Brittany Snow, Zac Efron, Michelle Pfeiffer, Amanda Bynes e Queen Latifah, e grande elenco, conta bem, de uma forma musical e bem humorada, apesar de muitos momentos dramáticos, de como era essa confusão imposta pelo governo americano e aceita por quase que 60% da população branca do país. 

A entrada de músicos brancos, como ElvisPresley, Carl Perkins e JerryLee Lewis, fez com despertasse um verdadeiro “boom”, atingindo assim uma proporção a nível mundial, e com isso toda a força contra ao gênero parece que se cansou, pois o rock não só ganhou o mundo, como também acabou influenciando culturas distantes, tanto as culturas musicais, quanto as comportamentais. O rock sempre esteve, desde a sua origem, ligado a manifestações sociais, tanto é que o seu dia, 13 de julho, nasceu de uma manifestação assim. Os músicos Bob Geldof e Midge Ure, criaram nessa data, lá em 1985, o Live Aid, um show conjunto entre Filadélfia, nos Estados Unidos e Londres, na Inglaterra, onde  vários músicos e bandas do gênero, como The Who, Status Quo, LedZeppelin, Dire Straits, Madonna, Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, Scorpions, U2, PaulMcCartney, Phil Collins, EricClapton e Black Sabbath, participaram para arrecadar fundos contra a fome que exterminava com o povo etíope. A partir daí esse dia ficou conhecido como o dia mundial do rock and roll, mostrando assim, àqueles que no passado o viam como um gênero marginal, que esse, um rebelde por natureza, um inquieto libertário, é sim um marginal, mas não aquele marginal tido como delinquente, assassino, o que for..., e sim um marginal, que por não conseguir fechar os olhos, não consegue se omitir ao ver um povo morrer de fome e não fazer nada, e assim se transformar em algo mais para um Robin Hood moderno, um anti-herói, que é visto como um contra lei, mas que defende quem não pode lutar por si mesmo e enfrenta aqueles que tem este papel e não o fazem. E não poderia ser diferente, já que o rock é mesmo oriundo da insatisfação de um povo, que fora arrancado de suas raízes para servir a um outro povo que não o aceitava, tanto pela condição social, quanto pela cor da pele. O rock é isso, nascido desse paradoxo, um negro que se miscigenou com outras raças, pois que prega a liberdade, visto que gerou filhos psicodélicos, progressivos, metaleiros e mais, todos nascidos daquele rock and roll original e dançante, e por ser assim, o nosso bom e velho rock, um pai sonoro, potente e radical (no bom sentindo!), que sempre jovem, é capaz, através de seus seguidores, os que são cavaleiros do bem, a atitude de  mudar, transformar, influenciar e ainda por cima levar para muitos a coisa frenética de sua dança, sua roda, seus pulos e seus tantos cantos, como bons e eternos anarquistas que são..., e esses somos nós! Que adeptos sabemos tirar da vida o seu melhor, e que assim, fieis, devemos continuar sendo, sempre!!!... 

Vida longa ao rock and roll!!!

Links de sustentação:









A música quando boa, instrumental ou não, tem poesia.
E ai, só ai, que é cultura!
Abraços, sempre!!!...
Mu®illo diM@tto♪

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Duran Duran no Rio

Simon Le Bon, John Taylor e Andy Taylor.

Duran Duran veio ao Rio de Janeiro, cantou, iluminou..., e com isso reascendeu seus fãs mostrando que ainda está com a corda toda. Ícone musical dos anos 1980, o Duran Duran é uma banda de origem inglesa cujo estilo musical é um soul pop romântico e progressivo, bem no estilo new wave da época, sei que posso até apanhar por falar uma coisa dessas, mais o seu estilo “new romantic” era, e é, isso mesmo, uma misturada de aparatos técnicos sintetizados por Nick Rhodes, no teclado, juntamente com a guitarra frenética de Andy Taylor, o contrabaixo nervoso de John Taylor, a bateria insana de Roger Taylor, todos mesclados à voz altíssima e sempre afinada do carismático Simon Le Bon. O big boom do Duran-Duran aconteceu em 1981, ano de lançamento do seu primeiro disco, que levava o nome da banda, o sucesso foi tão grande que ficou na parada britânica por 118 semanas, apesar de no início os estadunidenses terem ignorado o quanto havia de diferencial nessa banda, mas isso foi por pouco tempo, já que dois anos após o disco é relançado nos Estados Unidos e a aceitação teve uma melhora das boas, tanto é que o disco fica 87 semanas nas paradas de sucesso da Billboard. Duran Duran é mais uma dessas bandas com idas e voltas, seus integrantes já a desfizeram algumas vezes, mas sempre voltam. Numa dessas separações, ou pausa como preferem, formaram a banda Arcadia, que só durou um ano, mas que chegou a atingir um determinado nível de sucesso, com o lançamento do seu único disco, So Red the Rose. Desde 2006 o guitarrista Andy Taylor saiu definitivamente do grupo, conforme declarado por ele. Andy lançou uma autobiografia cujo título é Wild Boy-My Life In Duran Duran, onde conta toda a trajetória sua e da banda, e o melhor, conta tudo o que rolava por detrás dos bastidores da equipe. Duran Duran é considerada uma das bandas pertencentes a segunda invasão britânica (década 1980), termo usado pela mídia para as bandas de origem inglesa na qual invadiram as rádios dos Estados Unidos e Canadá. 
O vocalista Simon Le Bon

O tecladista Nick Rhodes
O bateirista Roger Taylor


Curiosidades:
Apesar de haver tanto “Taylor” na banda, nenhum deles tem parentesco um com o outro.
Simon Le Bom, no dia que foi fazer a audição para vocalista da banda, apareceu com uma calça colante com cores de pele de leopardo e com o seu caderno recheado de poemas, poemas esses que depois vieram a ser musicados pelo grupo. 
A discografia da banda consiste em treze álbuns de estúdio, dois álbuns ao vivo, sete compilações, treze álbuns vídeo, seis extended plays e trinta e nove singles oficiais. 
O contrabaixista John Taylor
   
O guitarrista Andy Taylor
Discografia oficial:
Duran Duran (ou The Wedding Album) -1993
ThankYou (álbum de covers) - 1995

Álbuns de coletâneas, ao vivo e remixes:

Carnival (remixes) - 1982

Arena (ao vivo) - 1984
Mastermixes (remixes) - 1987
Greatest (coletânea) - 1998
Strange Behaviour (remixes) - 1999
Duran Duran Singles Box Set 1981-1985 (singles, b-sides, remixes) - 2003
Duran Duran Singles Box Set 1986-1995 (singles, b-sides, remixes) - 2004

Links de sustentação:

A volta do Arcadia:

Invasão Britânica:

A saída de Andy Taylor:

Facebook oficial de Simon Le Bon:

Música, quando de verdade, é cultura!
Abraços, sempre!!!...
 
Mu®illo diM@tto♪
®Todos os direitos autorais reservados ao autor©