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sexta-feira, 13 de julho de 2012

13 de julho - O Dia Mundial do Rock



13 de julho é o dia mundial de um dos maiores gêneros musical: o Rock and Roll. Esse gênero é o responsável pela mudança de atitude de uma geração. Se hoje temos a liberdade que temos, se hoje temos toda a consciência do que é preconceito, é graças também a esse movimento, em todas as suas vertentes!!! Na época do seu nascimento, os anos finais de 1940 e início dos anos 1950, vindo de gêneros como o gospel, o blues, o country e o folk music, o rock foi o responsável, ou pelo menos foi a trilha sonora, para a luta de igualdade entre negros e brancos, em um tempo em que os Estados Unidos não eram o melhor exemplo de convivência entre as raças. 

A principio, o rock era visto como uma música feita por marginais para marginais, e ao contrário da liberdade que o gênero representava para a juventude, essa constantemente era presa, única e exclusivamente por frequentar festas regadas a rock, e isso tinha todo o apoio dos pais reacionários daquele tempo, pois que tudo era associado a rebeldia, ao sexo e as drogas. E de um lado, aquela sociedade repressora e retrógrada não estava de todo errada, mas a forma como a coisa foi tratada, de forma alguma era a correta. Então, os negros sempre culpados por tudo, vistos como uma subespécie, levaram a fama de tudo que havia de ruim, aumentando ainda mais a segregação racial. O filme Hairspray, estrelado por John Travolta, Christopher Walken, Nikki Blonsky, Brittany Snow, Zac Efron, Michelle Pfeiffer, Amanda Bynes e Queen Latifah, e grande elenco, conta bem, de uma forma musical e bem humorada, apesar de muitos momentos dramáticos, de como era essa confusão imposta pelo governo americano e aceita por quase que 60% da população branca do país. 

A entrada de músicos brancos, como ElvisPresley, Carl Perkins e JerryLee Lewis, fez com despertasse um verdadeiro “boom”, atingindo assim uma proporção a nível mundial, e com isso toda a força contra ao gênero parece que se cansou, pois o rock não só ganhou o mundo, como também acabou influenciando culturas distantes, tanto as culturas musicais, quanto as comportamentais. O rock sempre esteve, desde a sua origem, ligado a manifestações sociais, tanto é que o seu dia, 13 de julho, nasceu de uma manifestação assim. Os músicos Bob Geldof e Midge Ure, criaram nessa data, lá em 1985, o Live Aid, um show conjunto entre Filadélfia, nos Estados Unidos e Londres, na Inglaterra, onde  vários músicos e bandas do gênero, como The Who, Status Quo, LedZeppelin, Dire Straits, Madonna, Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, Scorpions, U2, PaulMcCartney, Phil Collins, EricClapton e Black Sabbath, participaram para arrecadar fundos contra a fome que exterminava com o povo etíope. A partir daí esse dia ficou conhecido como o dia mundial do rock and roll, mostrando assim, àqueles que no passado o viam como um gênero marginal, que esse, um rebelde por natureza, um inquieto libertário, é sim um marginal, mas não aquele marginal tido como delinquente, assassino, o que for..., e sim um marginal, que por não conseguir fechar os olhos, não consegue se omitir ao ver um povo morrer de fome e não fazer nada, e assim se transformar em algo mais para um Robin Hood moderno, um anti-herói, que é visto como um contra lei, mas que defende quem não pode lutar por si mesmo e enfrenta aqueles que tem este papel e não o fazem. E não poderia ser diferente, já que o rock é mesmo oriundo da insatisfação de um povo, que fora arrancado de suas raízes para servir a um outro povo que não o aceitava, tanto pela condição social, quanto pela cor da pele. O rock é isso, nascido desse paradoxo, um negro que se miscigenou com outras raças, pois que prega a liberdade, visto que gerou filhos psicodélicos, progressivos, metaleiros e mais, todos nascidos daquele rock and roll original e dançante, e por ser assim, o nosso bom e velho rock, um pai sonoro, potente e radical (no bom sentindo!), que sempre jovem, é capaz, através de seus seguidores, os que são cavaleiros do bem, a atitude de  mudar, transformar, influenciar e ainda por cima levar para muitos a coisa frenética de sua dança, sua roda, seus pulos e seus tantos cantos, como bons e eternos anarquistas que são..., e esses somos nós! Que adeptos sabemos tirar da vida o seu melhor, e que assim, fieis, devemos continuar sendo, sempre!!!... 

Vida longa ao rock and roll!!!

Links de sustentação:









A música quando boa, instrumental ou não, tem poesia.
E ai, só ai, que é cultura!
Abraços, sempre!!!...
Mu®illo diM@tto♪

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Duran Duran no Rio

Simon Le Bon, John Taylor e Andy Taylor.

Duran Duran veio ao Rio de Janeiro, cantou, iluminou..., e com isso reascendeu seus fãs mostrando que ainda está com a corda toda. Ícone musical dos anos 1980, o Duran Duran é uma banda de origem inglesa cujo estilo musical é um soul pop romântico e progressivo, bem no estilo new wave da época, sei que posso até apanhar por falar uma coisa dessas, mais o seu estilo “new romantic” era, e é, isso mesmo, uma misturada de aparatos técnicos sintetizados por Nick Rhodes, no teclado, juntamente com a guitarra frenética de Andy Taylor, o contrabaixo nervoso de John Taylor, a bateria insana de Roger Taylor, todos mesclados à voz altíssima e sempre afinada do carismático Simon Le Bon. O big boom do Duran-Duran aconteceu em 1981, ano de lançamento do seu primeiro disco, que levava o nome da banda, o sucesso foi tão grande que ficou na parada britânica por 118 semanas, apesar de no início os estadunidenses terem ignorado o quanto havia de diferencial nessa banda, mas isso foi por pouco tempo, já que dois anos após o disco é relançado nos Estados Unidos e a aceitação teve uma melhora das boas, tanto é que o disco fica 87 semanas nas paradas de sucesso da Billboard. Duran Duran é mais uma dessas bandas com idas e voltas, seus integrantes já a desfizeram algumas vezes, mas sempre voltam. Numa dessas separações, ou pausa como preferem, formaram a banda Arcadia, que só durou um ano, mas que chegou a atingir um determinado nível de sucesso, com o lançamento do seu único disco, So Red the Rose. Desde 2006 o guitarrista Andy Taylor saiu definitivamente do grupo, conforme declarado por ele. Andy lançou uma autobiografia cujo título é Wild Boy-My Life In Duran Duran, onde conta toda a trajetória sua e da banda, e o melhor, conta tudo o que rolava por detrás dos bastidores da equipe. Duran Duran é considerada uma das bandas pertencentes a segunda invasão britânica (década 1980), termo usado pela mídia para as bandas de origem inglesa na qual invadiram as rádios dos Estados Unidos e Canadá. 
O vocalista Simon Le Bon

O tecladista Nick Rhodes
O bateirista Roger Taylor


Curiosidades:
Apesar de haver tanto “Taylor” na banda, nenhum deles tem parentesco um com o outro.
Simon Le Bom, no dia que foi fazer a audição para vocalista da banda, apareceu com uma calça colante com cores de pele de leopardo e com o seu caderno recheado de poemas, poemas esses que depois vieram a ser musicados pelo grupo. 
A discografia da banda consiste em treze álbuns de estúdio, dois álbuns ao vivo, sete compilações, treze álbuns vídeo, seis extended plays e trinta e nove singles oficiais. 
O contrabaixista John Taylor
   
O guitarrista Andy Taylor
Discografia oficial:
Duran Duran (ou The Wedding Album) -1993
ThankYou (álbum de covers) - 1995

Álbuns de coletâneas, ao vivo e remixes:

Carnival (remixes) - 1982

Arena (ao vivo) - 1984
Mastermixes (remixes) - 1987
Greatest (coletânea) - 1998
Strange Behaviour (remixes) - 1999
Duran Duran Singles Box Set 1981-1985 (singles, b-sides, remixes) - 2003
Duran Duran Singles Box Set 1986-1995 (singles, b-sides, remixes) - 2004

Links de sustentação:

A volta do Arcadia:

Invasão Britânica:

A saída de Andy Taylor:

Facebook oficial de Simon Le Bon:

Música, quando de verdade, é cultura!
Abraços, sempre!!!...
 
Mu®illo diM@tto♪
®Todos os direitos autorais reservados ao autor©

domingo, 15 de abril de 2012

Bob Dylan vem ai, mas a que preço?


Bob Dylan no Brasil, o que isso significa, além de uma boa música de qualidade aterrissando por aqui? Além do lado bom de todos os atributos musicais que esse grande artista nos dispõe, de sua figura marcante no palco e de toda a qualidade posta em suas apresentações? Infelizmente, na vinda desse grande artista, tem o lado negro da força, que são os valores cobrados pelos ingressos aqui no país. 

Bob Dylan com aquela voz um tanto quanto diferente, já é um grande diferencial para que ele seja um cantor muito mais interessante. É também um dos poucos artistas que ainda se atrelam a chamada música de protesto (é..., mesmo que digam não, eu digo: ainda!) e isso talvez por que ele, assim como eu, sabe que protestar, de forma saudável, sempre será uma boa pedida. E se esse protesto vier assim, com inteligência, ótima sonoridade e letras que nos façam refletir, o melhor a se fazer é cantar junto e bater palmas. E como aqui, agorinha mesmo eu disse que protestar, de forma saudável sempre será uma boa pedida, aqui vai o meu protesto: os preços para assistir essa lenda da música mundial estão custando os olhos da cara, bom seria se o próprio Bob protestasse também em relação a isso, já que no caso as pessoas envolvidas com a produção da sua turnê não tem a noção de que ainda somos terceiro mundo e que fica inviável para tantos, os valores cobrados para as apresentações  no país. 

É chato ver a música assim, supervalorizada só no que se diz respeito ao capital, e não tão supervalorizada no quesito cultural... digo isso em vista de que já não se ouve tanto esse guerreiro, cantor de folk, rock e blues, entre outros de igual valor em nossas rádios, e quando enfim, ele nos visita, as nossas casas de entretenimento só lembram mesmo de faturar, já que elas mesmas não se valorizam como casas de cultura. Para se ter uma ideia, veja a lista de preços e aonde vai passar a turnê de Dylan por aqui, em nossas terras tupiniquins:

No Citibank Hall - Av. Ayrton Senna, 3000, Shopping Via Parque - Barra da Tijuca - Rio de Janeiro, no dia 15 de abril, às 20h00min, os ingressos estarão a R$ 800,00 (cadeira vip e camarote), R$ 700,00 (cadeira palco), R$ 600,00 (cadeira especial), R$ 550,00 (cadeira central e poltrona), R$ 500,00 (cadeira lateral).

No Ginásio Nilson Nelson - Setor SRPN, Asa Norte – Brasília, no dia 17 de abril, às 21h30min, o valor dos ingressos serão: R$ 250,00 (pista premium), R$ 140,00 (pista) e R$ 120,00 (arquibancada).

No
Chevrolet Hall - Av. Nossa Senhora do Carmo, 230 – Savassi – Belo Horizonte, no dia 19 de abril, às21h00min, os ingressos custarão: R$ 180,00 (pista 1º lote), R$ 200,00 (2º lote), R$ 220,00 (3º) e R$ 240,00 (4º).

No
Credicard Hall - Av. das Nações Unidas, 17.981 – São Paulo, no dia 21 de abril, às 20h00min; e 22 de abril, às 22h00min, os ingressos estarão a R$ 900,00 (camarote 1 e cadeira vip), R$ 800,00 (camarote 2), R$ 750,00 (cadeira 1), R$ 650,00 (cadeira 2), R$ 550,00 (poltrona 1), R$ 450,00 (poltrona 2), R$ 200,00 (plateia superior 1 e 2), R$ 180,00 (plateia superior 3) e R$ 150,00 (visão parcial).

No Pepsi on Stage - Av. Severo Dulius, 1995 – Porto Alegre, em 24 de abril, às 21h00min, os ingressos estarão um pouco mais barato:  R$ 140,00 (pista 1º lote), R$ 160,00 (2º) e R$ 180,00 (mezanino).

Pois é, então é isso, muita dinheirama para empresários e pouca cultura para o povo de baixa renda, pois esses não terão o acesso aos espetáculos de Dylan. 

Bem, protesto feito, vamos falar agora de Bob Dylan, que é um dos dinossauros da música remanescente dos anos 1960, onde tudo parecia estar aflorando e as ideias fervilhando. A década de 1960 foi marcante no que se diz respeito à filosofia da contracultura. Era de fato a juventude da época contra o resto do mundo. Época em que fervia em desencontros políticos, na verdade nada muito diferente de agora. E assim, essa juventude de rebeldia pacifica, fugia dos parâmetros com roupas coloridas, cordões com o símbolo da paz, brincos enormes, pulseiras e cintos largos, cabelos compridos, muita música eletrificada, idealismo pop e o uso incontido de drogas originárias de tudo quanto é lugar do mundo, pois era a época das experimentações. O LSD era a ostia dos descontentes, e enquanto estes protestavam com atitudes passiveis contra guerras, preconceitos e modismos ditatoriais, eles criavam então, mesmo sem intenção, a “moda” hippie. E Bob era uma espécie de porta voz desse movimento, um Raul Seixas das terras do Tio Sam, tanto que em 2004, Bob Dylan, foi eleito segundo a revista Rolling Stone em o 2º melhor artista de todos os tempos, perdendo somente para os também lendários The Beatles. 

Robert Allen Zimmerman, seu nome verdadeiro, nasceu em Duluth, em Minnesota, Estados Unidos, no dia 24 de maio de 1941. De origem judaica, desde cedo se mostrou um contestador, aprendeu a tocar guitarra e piano sozinho e logo se mostrou também um ótimo poeta e subsequentemente um tremendo de um compositor. Hoje é notório que a música folk de protesto de Dylan galga outros caminhos, mais pessoais, e não tão sociais como no início da carreira, mas como entendo bem de protestar tanto o mundo, quanto a si mesmo, escrevendo tanto sobre atitudes arbitrarias de reis e ditadores, assim como de frustrações emotivas e profissionais, sei bem como é essa revolução interna. Muitos o chamaram de traidor, pois Bob mudou seu caminho poético-musical, tramitando também do folk para o rock, mas que ao fazer isso, demonstrou coragem criativa àqueles que o vaiaram, pois estes viram a multidão de fãs que Dylan ganhou pelo mundo com essa mudança, atraindo assim o olhar de outros músicos, como John Lennon, para citar apenas um exemplo. É sempre bom quando se abre o leque das possibilidades, mesmo correndo o risco de erros. Bob quando mudou a sua forma de compor, mudou também de religião, do judaísmo passou ao cristianismo, e isso também pareceu mexer com o brio de muita gente, idiotices da vida, pois o que importa em um artista não é o seu padrão de escolhas e sim que elas o levem a elevação de sua arte. 

É... Bob Dylan, mesmo agora, parece manter a sua juventude inquieta, pois sua mutação ainda é constate. Que venha Dylan, então!... pena que empresários fiquem nos camarotes, e não o povo. 

Discografia

Em estúdio:

Dylan  
Desire  
Saved  

Ao vivo:


Filmes:


Links de sustentação:




A poesia quando boa, tem música nas palavras, e ai, é só dançar, com métrica ou não!
Abraços, sempre!!!...
Mu®illo diM@tto♪